Novidades

Call of the Wild: The Angler é uma viagem de pesca relaxante em um belo mundo aberto

P
Phil Hornshaw
21 de mar. de 2024
Call of the Wild: The Angler — cujo jogo base estará disponível gratuitamente na Epic Games Store de 21 a 28 de março de 2024 — é um jogo de pesca de mundo aberto que usa suas grandes reservas naturais exploráveis (baseadas em locais reais ao redor do mundo) para expandir as experiências oferecidas. Enquanto muitos jogos de pesca se centram no aspecto esportivo, com os jogadores visitando locais específicos onde esperam pegar o maior peixe, The Angler se dedica à ideia de uma viagem de pesca.

E é claro que você ainda tentará pescar, incluindo os maiores e mais raros exemplares das profundezas, com o The Angler classificando suas presas em diferentes categorias, como Prata, Ouro e Diamante. Segundo o diretor do jogo Paul "Rushy" Rustchynsky, dois dos objetivos da desenvolvedora Expansive Worlds eram: capturar um senso de lugar e fazer com que estar no mundo do jogo fosse uma parte importante da experiência.

"Queríamos tornar o ambiente parte do personagem e da jogabilidade, para que você esteja sempre tentando encontrar as melhores áreas de pesca, mas não só por conta própria, mas também junto com amigos, explorando o ambiente e tentando descobrir onde estão as pescas de Ouro, de Diamante e Lendárias, e recriar como é pescar na vida real", disse Rustchynsky em uma entrevista. "Nada se compara à experiência de sair em meio à natureza e explorar vastas paisagens ao redor do mundo, tentando encontrar o maior peixe. Tentamos recriar no jogo todas essas emoções e sentimentos que o mundo da pesca real pode proporcionar."

The Angler atualmente inclui três locais diferentes de reservas naturais: Golden Ridge, inspirada no Parque Nacional de Yellowstone, no oeste dos Estados Unidos; Trollsporet Nature Reserve, na Noruega; e Aguas Claras, na região da Andaluzia, na Espanha. Uma nova reserva da África do Sul será lançada na Epic Games Store em 26 de março.

Rustchynsky disse que a criação dessas reservas começa com a parte mais importante: o peixe. A equipe decide que tipos de peixes deseja incluir no jogo. Isso ajuda a determinar a localização da reserva no mundo, para que o jogo possa proporcionar uma experiência de pescaria que não pode ser encontrada em nenhum outro lugar. A partir daí, a desenvolvedora aperfeiçoa os locais para que seja gratificante passar o tempo neles, tendo a certeza de que cada um tenha suas próprias histórias, experiências e segredos que você possa encontrar. Rustchynsky disse que também é importante para a equipe fazer com que cada local seja autêntico. Eles contêm informações reais e a história de suas regiões.
Call of the Wild: The Angler é uma viagem de pesca relaxante em um belo mundo aberto - elenco
"Uma grande parte do trabalho é, na verdade, pesquisar as áreas. Assim asseguramos que, a cada local novo visitado, obtemos todas as referências fotográficas e falamos com consultores culturais", disse ele. "Temos diversas nacionalidades diferentes trabalhando nesse jogo no estúdio. Porém, é importante falar com especialistas que moram nessas áreas e que podem nos orientar melhor, não apenas sobre a precisão do que está sendo feito, mas também sobre a sensibilidade em relação ao local e à natureza do lugar, criando assim um equilíbrio adequado."

Cada reserva também conta com detalhes divertidos e menos realistas. Em Golden Ridge, por exemplo, os jogadores podem encontrar evidências do famoso Pé Grande, entre outros segredos. Rustchynsky disse que, embora a equipe tente levar The Angler a sério e fazer com que a experiência de pesca e seus locais pareçam reais, os desenvolvedores também gostam de se divertir e inserir um pouco de humor em cada uma das reservas.

A inclusão do Pé Grande na reserva começou com uma conversa sobre como a equipe poderia adicionar coisas divertidas para os jogadores encontrarem e a descoberta de que o designer de narrativa Ben Luff poderia fazer uma boa imitação do Pé Grande. E assim, do nada, disse Rustchynsky, Luff estava em uma cabine de som gravando os gritos do Pé Grande.

Os ambientes de mundo aberto de The Angler também capturam o clima de descontração que é uma parte essencial da pesca. Esse não é um elemento que os videogames sempre gostam de captar, com os jogadores muitas vezes lutando para avançar o máximo possível e o mais rápido que puderem. Rustchynsky disse que dar aos jogadores a opção de relaxar com The Angler foi uma parte importante do projeto desde o início, mas a equipe também teve que trabalhar para equilibrar isso com as partes competitivas e emocionantes da pesca. O mundo aberto proporcionou a liberdade de disponibilizar as duas opções.

"Como acontece com a maioria dos jogos, sempre existe uma disputa entre quem você quer agradar, porque normalmente você acaba comprometendo a experiência de alguém", explicou. "O que queremos fazer com The Angler, em particular, é oferecer escolhas, ou seja, se tudo o que você quer fazer é ficar na ponta de um píer e pescar o dia inteiro e pegar peixe atrás de peixe, você pode fazer isso. Todas as estatísticas, todas as comparações... Tudo está presente e foi desenvolvido para garantir que você consiga todos os Diamantes e Lendários. Mas, se você quiser só explorar o mundo e fazer as coisas no seu próprio ritmo, nunca haverá pressão do jogo."

A Expansive Worlds procurou alcançar um equilíbrio com seus locais de mundo aberto, fazendo com que funcionassem como espaços de jogo e, ao mesmo tempo, fossem autênticos, e fez a mesma coisa com a mecânica de pesca. A equipe não sabia se deveria buscar uma sensação mais semelhante à simulação ou uma mecânica semelhante à dos arcades e, por fim, experimentou várias vezes para decidir o que parecia mais legítimo e divertido.

Os próprios peixes foram fundamentais para estabelecer essa ideia de perfeição. Grande parte da experiência de pesca no mundo físico é a espera e a possibilidade de nunca conseguir uma fisgada. Por mais realista que seja, isso não necessariamente contribui para uma experiência de jogo divertida.
Call of the Wild: The Angler é uma viagem de pesca relaxante em um belo mundo aberto - barco
"Tivemos conversas do tipo: queremos que os jogadores possam ficar sentados o dia todo e não pegar nada? E como simulamos o peixe embaixo d'água para que pareça natural, mas nunca impossível?" disse Rustchynsky. "Inclusive tivemos conversas para saber se deveríamos permitir que a câmera ficasse embaixo d'água para que fosse possível ver o que os peixes estão fazendo."

Por fim, ele e a equipe decidiram não permitir que os jogadores vissem o que estava acontecendo com os peixes. Rustchynsky disse que conversou com um pescador sobre essa possibilidade no parque nacional Lake District, no Reino Unido.

"Ele disse uma coisa de que sempre me lembro: 'Não, essa é a mágica que acontece debaixo d'água'. Você nunca quer ver o que acontece. Quando você sabe, o elemento surpresa e a razão pela qual você vai pescar desaparecem. Você fica sentado o dia todo na esperança de pescar alguma coisa e, quando isso acontece, é aquele momento especial em que você analisa todos os detalhes. Ter a possibilidade de ver o que acontece debaixo d'água acaba com a magia.

E isso, na verdade, nos deu muita liberdade para desenvolver os sistemas que equilibram as coisas de tal forma que você não acaba sem mordidas, não acaba sem peixes", continuou ele. "Mas não estamos programando as coisas para que os jogadores tenham a garantia de uma grande pesca durante um período, porque o jogador ainda precisa estar no lugar certo, na hora exata e com o equipamento adequado."

A reserva sul-africana traz uma série de novos recursos para o jogo. Ela adiciona 16 peixes, 13 dos quais são novos no The Angler, além de um novo local a ser explorado pelos jogadores. Rustchynsky disse que as reservas normalmente apresentam cerca de 30 ou 40 horas de conteúdo para capturar todos os peixes e encontrar todos os segredos. Um dos elementos exclusivos da reserva sul-africana é seu "dinopark", um marco temático pré-histórico. Também incluirá novos locais de "centro de pesca" que trazem desafios próprios para serem superados.

"Sempre adoro quando lançamos novos peixes, pois cada um deles tem suas próprias características", disse Rustchynsky. "O comportamento varia de peixe para peixe. Você precisa estar ciente de onde eles gostam de estar, em que hora do dia normalmente estão ativos, os tipos de isca que gostam ou mesmo como agem durante a pesca. Alguns peixes, por exemplo, têm um "segundo fôlego", em que você os fisga e eles têm uma resistência extra no último segundo para escapar — e você fica de mãos abanando. E é preciso garantir que cada um dos peixes novos seja sempre único, de modo que cada fisgada seja única."

Call of the Wild: The Angler e suas expansões, incluindo as três reservas, já estão disponíveis na Epic Games Store.