
Cinco horas em HELL-A – Uma experiência de Dead Island 2, um jogo de matar zumbis assustador, absurdo e cheio de personalização

Finalmente Dead Island 2 voltou dos mortos. No dia 21 de abril de 2023, você poderá jogar Dead Island 2, uma sequência de ação e aventura absurda e macabra. Passamos algumas horas com os mortos-vivos do Dambuster Studios e descobrimos um jogo tão personalizável quanto sangrento. Você decide como lidar com os mortos-vivos.
Desde o início, esse título é um jogo com um senso de estilo absurdo. Seu personagem é selecionado entre um grupo de passageiros de um avião em queda. Pois é, em queda. Ele ainda não caiu. Ainda no ar, você escolhe entre seis pessoas que estão congeladas no tempo. Quem você selecionar poderá sobreviver e tentar escapar de uma Los Angeles dominada por mortos-vivos.
Nós escolhemos a Amy. Cada um dos seis personagens começa com duas cartas de habilidade únicas, disponíveis apenas como escolha inicial e não podendo ser obtidas de outras maneiras. Uma das cartas da Amy é baseada em seu passado como atleta, permitindo que ela desvie de ataques, o que é importante em um jogo focado em mecânicas corpo a corpo. A camiseta de malha dela também é bem legal. Lembre-se: ter estilo é essencial.
As cartas são uma parte importante da identidade de Dead Island 2. Você coleta as cartas enquanto joga, construindo um baralho e trocando-as quando quiser. Você é incentivado a testar várias possibilidades, e isso faz a diferença. Ao longo do caminho, encontramos uma carta chamada Safe Space. Essa carta causava uma explosão sempre que precisávamos usar um kit de vida. Com diversão e violência sistêmicas rolando, o estilo de jogo que tínhamos planejado ficou para trás. Nosso plano inicial era usar a agilidade da Amy para esquivar dos zumbis. Depois que ativamos Safe Space, viramos uma bomba humana. Fazíamos a Amy passar correndo entre grupos de zumbis, sofrer um golpe, curar a si mesma e causar uma explosão que enfraquecia significativamente ou matava de vez a maioria dos inimigos.
Isso diz muito sobre a mentalidade que guiou a criação de Dead Island 2. Em meio à matança e ao sangue, existe um jogo que quer que você forje seu próprio caminho.
A sua intenção é escapar. Porém, entre você e a liberdade está um elenco de personagens no estilo GTA, vários zumbis e algumas áreas vastas da cidade. Dead Island 2 não é exatamente o mundo aberto de Dying Light 2, nem enche os níveis com milhares de mortos-vivos. Em vez disso, você transita entre distritos como Bel Air e Beverly Hills. Essas fases grandes são cheias de detalhes, como a casa de um influenciador que inclui um roteiro escrito em um quadro branco se desculpando por não ter levado uma situação específica a sério, e um bilhete sobre a pandemia que também menciona um sanduíche de peru. Também há um número menor de zumbis do que você esperaria ver em jogos modernos de zumbis. Mas os mortos-vivos de Dead Island 2 são difíceis de matar, mesmo com todos os truques que você tem à sua disposição.

O sistema FLESH renderiza camadas anatomicamente corretas de pele, gordura, músculo, ossos quebráveis e até mesmo órgãos. Em algum lugar dentro de cada zumbi, existe uma vesícula biliar esperando ser esfaqueada e globos oculares esperando ser estourados. Isso deixa Dead Island 2 muito mais realista e explica por que o jogo diminuiu o número de zumbis e aumentou sua intensidade. Claro, algumas criaturas vão cairão com um golpe perfeitamente cronometrado direito no (atravessado pelo) crânio, mas quanto mais você aprender sobre atrocidades anatômicas, mais poderá adaptar seus ataques e ferramentas.
As armas são igualmente variadas. Todas elas têm efeitos básicos. O facão é afiado e pode mutilar, o que recupera o seu vigor e é ótimo para na hora de atacar os braços e pernas dos zumbis. Algumas armas têm espaços para modificações e vantagens. Com a vantagem de High Impact (Alto Impacto) instalada, você pode golpear com mais força, transformando o facão em um poderoso fatiador de membros. Ficamos impressionados quando, após um rápido golpe duplo, ambos os braços do zumbi que atacamos caíram no chão. Mas isso não o impediu. Então carregamos um ataque poderoso segurando o botão esquerdo do mouse e miramos para cortar a cabeça dele.
Esse tipo de coisa funciona com todos os tipos de armas. Postes de andaimes tornam-se poderosas armas para golpes no rosto. Chaves eletrificadas imobilizam os Runners enquanto são eletrocutados. E se você curtir o perfil de uma arma específica, é possível mantê-la funcionando com a ajuda da bancada. Ao fazer reparos em uma arma, você desfaz o desgaste da arma, e a compatibilidade de nível acaba garantindo a longevidade da arma à medida que você e os mortos-vivos sobem de nível.
Existem variantes de mortos-vivos em todo lugar, só esperando para serem vítimas dos seus experimentos. Os zumbis básicos são os Walkers, os Runners e os Shamblers, todos gerados através de processos ao estilo George Romero. Você vai lutar contra palhaços, policiais, entregadores de fast food... Mesmo os zumbis básicos podem ser enrolados em arame farpado, incendiados ou ter granadas presas a eles. E lembra da carta Safe Space que citamos mais cedo? Dá até para detonar as granadas com a explosão dela. As coisas tendem a trabalhar juntas para formar efeitos agradavelmente desagradáveis.
Também existem poderes adicionais chamados Curveballs. Esses são itens que você usa uma vez e, depois, precisa aguardar um tempo de recarga para usar novamente. As Shurikens aleijam os corredores, transformando-os em rastejadores; já as Pipe Bombs (Bombas-tubo) fazem o que você espera delas. Nosso ataque favorito foi o Meat Bait, que mais uma vez nos permitiu diversificar a violência. O mundo devastado de L.A. se encontra repleto de chamas, fios pendurados e poças cáusticas (seja como parte da fase ou derramadas de galões que você coleta e usa). Meat Bait guia os mortos-vivos para onde quer que o efeito de respingo sangrento caia, dando a você uma boa chance de levar zumbis até a água e eletrocutá-los.
Assim, os combos se tornam um elemento central do jogo. Variantes de zumbis, como os incendiados Burning Shamblers, podem ter o fogo apagado por um galão cheio de água. Enquanto isso, grupos de zumbis podem ser levados até barris explosivos com Meat Bait e explodidos com uma Pipe Bomb que detona uma cadeia de explosões.
A história avança de acordo com os NPCs que você encontra. Você salva uma atriz famosa do acidente de avião e, depois, segue para a casa dela, que funciona como uma central. Uma pequena fortaleza de esperança em meio a todo o horror onde você pode negociar, consertar, criar projetos descobertos e partir para missões.
A missão principal da nossa sessão de jogo era encontrar um hotel — um centro de evacuação onde, por acaso, estava rolando um casamento ao mesmo tempo. Esse é um exemplo divertido de encontro entre história e circunstâncias que Dead Island 2 realmente tenta explorar. Enquanto jogávamos, passamos pelo hotel, instigados por mensagens cada vez mais bêbadas de um coronel do exército que conseguíamos ouvir através do sistema de comunicação do local. Passamos por uma piscina cheia de solvente cáustico e percebemos que o exército estava derretendo os corpos dos mortos-vivos (e possivelmente não tão mortos-vivos). Não só isso, mas percebemos que as provocações não eram dirigidas a nós, mas à noiva que teve o casamento arruinado pela epidemia. Ela não devia estar nada feliz.
Ao seguirmos as instruções do coronel até o quarto dela, descobrimos que ela já estava morta. Um zumbi monstruoso tinha acabado com ela. Sem brincadeira, nossa primeira grande luta foi contra a noiva indignada pelo casamento fracassado. Nada pior do que uma noiva furiosa.
Na pista de dança da festa de casamento, nós enfrentamos a noiva Becky. E morremos bastante porque, apesar de sermos imunes à doença dos zumbis, não éramos imunes às investidas e golpes da noiva furiosa. Pensamos em uma estratégia durante essa batalha: você pode jogar qualquer uma das suas armas longe e pegá-la depois — o que é uma boa tática a ser usada contra a Becky quando você joga de Amy, já que essa noiva é dura na queda em ataques de curta distância. Então fizemos isso. Jogamos facões eletrificados, vergalhões e muito mais contra ela, circulando, esquivando e pegando os itens arremessados para serem jogados novamente, além de acertar um chute ou uma arma quando chegávamos ao alcance dela.
Ver uma noiva gigante furiosa na pista de dança é engraçado em uma luta de chefe, e sentimos que elaboramos uma estratégia exclusivamente nossa. Essa experiência em Dead Island 2 nos deixou querendo mais, e mal podemos esperar para voltar a HELL-A quando o jogo completo for lançado na Epic Games Store no dia 21 de abril de 2023.