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G-Rebels faz o simulador de combate aéreo cyberpunk finalmente decolar

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Francisco Dominguez
9 de jan. de 2026

O jogo de corrida cyberpunk Wipeout, lançado pela Psygnosis em 1995, colocou o PlayStation no mapa com suas corridas emocionantes e sua atitude descolada. Porém, muitos consideram que uma joia menos conhecida do estúdio, o simulador de combate aéreo G-Police, era superior por suas batalhas tensas e suas cidades cyberpunk de ponta. Embora esse estilo de combate aéreo tenha sido esquecido pela maior parte dos jogadores, o sucessor espiritual da Reakktor Studios, G-Rebels, busca fazê-lo finalmente decolar.

"Passamos anos — décadas, na verdade — torcendo para que alguém pegasse seu conceito central, um simulador de voo futurista que mistura mecânicas de helicóptero e jato, e o reinventasse com um motor moderno", explica Martin Schwiezer, fundador e diretor criativo do estúdio. "O tempo foi passando e ninguém encarava o desafio, então, em 2022, reunimos coragem (e economias) e decidimos fazer isso por conta própria!"

Nem bem você sai do hangar e se depara com o horizonte noturno de Daevos, fica claro que os 30 anos de progresso tecnológico não foram desperdiçados nessa metrópole distópica. Ela foi uma das quatro cidades que sobreviveram ao cataclismo climático. G-Police era limitado por seus problemas de distância de renderização, mas G-Rebels busca alcançar a fidelidade visual espetacular, a atmosfera vívida e a escala ilimitada de um simulador de voo moderno. Quando você dominar os propulsores da sua nave Skyblade o suficiente para apreciar a vista sem gerar uma colisão inesperada, entenderá do que estamos falando. 
G-Rebels - captura de tela 3
No início, você decola do hangar rumo a um horizonte de edifícios imponentes envoltos por nuvens, iluminado apenas pelas janelas dos arranha-céus, pelos gigantescos painéis de néon e pelos faróis cintilantes das aeronaves que avançam rumo ao seu destino. Depois amanhece, a névoa se dissipa e os vastos horizontes do mundo se revelam sutilmente, de forma impressionante.

A Reakktor Studios vinha passando seu tempo entre as estrelas. Até agora. O MMO espacial de Black Prophecy os levou a criar uma jogabilidade visualmente marcante que não exigia muito do hardware do jogador, explorando cenários coloridos, geometria mínima e 360 graus de liberdade por vastas distâncias. Agora, com ambições gráficas maiores, eles não se arrependem de terem sido trazidos de volta à Terra.

"Graças à tecnologia moderna, conseguimos mostrar a beleza dos ambientes deste planeta com clima dinâmico, ciclos de dia e noite e mudanças de estação", diz Schwiezer. "Há momentos durante o desenvolvimento em que só queremos testar algo por 30 segundos. De repente, o clima muda, relâmpagos cruzam o horizonte e estou sentado na cabine sobre uma ilha rochosa no oceano, ou serpenteando por uma megacidade cercada por centenas de aeronaves. Esse tipo de atmosfera transforma um simples 'teste rápido' em uma sessão de voo que dura uma hora."

Como no antecessor do PS1, você continua sendo um policial que, em meio às suas funções extrajudiciais, consegue arrumar um tempinho para dar uns passeios descontraídos. Martin explicou que, ao contrário dos simuladores de voo tradicionais, quiseram oferecer uma ampla variedade de atividades. De fato, raramente há momentos tediosos nessas cidades cyberpunk repletas de criminosos de baixa categoria para localizar e eliminar, corridas para vencer e facções criminosas para frustrar ou auxiliar. 
G-Rebels - captura de tela 12
Em combates aéreos com outras Skyblades, você deverá manobrar com agilidade entre arranha-céus e atravessar as nuvens em perseguições de alta velocidade. Em outros locais, você também enfrentará cargueiros colossais ou postos avançados fortificados, como um X-Wing enfrentando um Destróier Estelar.

Isso lembrará aos jogadores a série Ace Combat, G-Rebels acrescenta um toque único além de sua pilotagem veloz e pesada, semelhante à de um helicóptero, que prioriza ajustes finos de altitude. As ferramentas de análise permitem descobrir inimigos, esconderijos e emboscadas antes da ação começar. As mecânicas de hacking vão ainda mais longe, permitindo causar caos nos inimigos ao controlar seus veículos, postos avançados, desativar geradores ou escudos e muito mais. 

"Isso adiciona um elemento de furtividade ao jogo. Não se trata apenas de voar e atirar, mas às vezes de superar o ambiente com inteligência", diz Schwiezer.

Esconder-se em um mundo aberto que permite subir até a estratosfera pode parecer difícil, mas Martin destaca que os cenários cheios de edifícios dão uma ampla cobertura ao descer das alturas mais expostas. Nas situações problemáticas, posicione-se atrás dos edifícios para ganhar tempo e regenerar seus escudos antes de voltar ao combate.

Esse mundo aberto e suas quatro megacidades distintas pelas quais os jogadores viajarão claramente fascinam Schwiezer e sua equipe, que aplicam seus 35 anos de experiência para torná-lo o mais rico possível.
G-Rebels - captura de tela 17
"Dar vida a um mundo é um dos desafios mais gratificantes no desenvolvimento de jogos", diz ele. "Em G-Rebels, cada pequena luz no horizonte — cada planador ou aeronave que você cruza — está viva, pode ser analisada e tem sua própria carga, piloto e facção. Por si só, os mundos abertos já têm uma magia própria. Os jogadores imediatamente querem testar os limites. Experimentar essas possibilidades já é divertido por si só. Isso dá ao mundo uma sensação de autonomia."

"Se um jogador perder a noção do tempo ao voar pelo nosso mundo, então saberemos que fizemos um bom trabalho."

G-Rebels chega em breve à Epic Games Store.