Notícias

Testámos Borderlands 4, “o jogo mais ambicioso da Gearbox até à data”

S
Sarah LeBoeuf
23 de jun. de 2025
Em 2009, a indústria dos jogos estava repleta de jogos de tiros e sequelas. Com o Call of Duty: Modern Warfare 2, Left 4 Dead 2 e Killzone 2 entre os jogos mais bem avaliados do ano, é seguro dizer que os “jogos com armas” se tinham tornado sinónimo de “sombrios e intensos”. Mas, depois, surgiu Borderlands, que chegou em outubro desse ano envolto em glória repleta de cor. O seu estilo artístico desenhado à mão, inspirado em banda desenhada, destacou-se imediatamente da concorrência, e o seu tom bem-humorado e leve oferecia um alívio ao lado mais sombrio e sério do género.

Muita coisa mudou nos últimos 16 anos, mas os jogos principais da série Borderlands nunca se afastaram das suas origens. É a comida de conforto dos videojogos, só que em vez de calorias vazias, o criador Gearbox Software carrega cada edição com montes e montes de armas. Borderlands 4, com lançamento previsto para este ano, não pretende reinventar a roda. Mantém-se fiel às origens da série, mas também está a experimentar coisas novas.

“Este é o nosso título mais ambicioso até à data”, revelou Anthony Nicholson, Produtor Sénior da Gearbox. “Pegámos no que mais gostamos, e que os fãs realmente adoram, e subimos a fasquia.” Isto significa novas combinações de peças de armas, novas formas de explorar e um novo motor de jogo para trazer a série para a geração atual.
 

O efeito Unreal


Em termos tecnológicos, Borderlands 4 é um grande avanço para a série veterana. É a primeira desenvolvida com Unreal Engine 5 e, segundo Nicholson, isto deu aos programadores muito mais liberdade para dar vida à sua visão. “As nossas zonas são muito maiores, o que nos permite adicionar mais elementos como atividades dinâmicas, migrações e meteorologia”, afirmou. “Parece uma experiência muito mais vasta, sem ecrãs de carregamento constantes.”

A transição do Unreal 4 para o Unreal 5 implicou alguma curva de aprendizagem, mas a equipa aprendeu rapidamente a “explorar os seus limites” e ultrapassar as barreiras anteriores da série. “É uma experiência fluida em vários sentidos”, explicou Nicholson.
Hands On With Borderlands 4 Gearbox S Most Ambitious Game To Date Boss
Experimentei essa fluidez durante a minha sessão com Borderlands 4, que de facto foi uma experiência sem ecrãs de carregamento. Esta sequela (é o quarto episódio?) traz diversas e novas habilidades de deslocação, incluindo um gancho, que vimos em ação, em primeira mão, na demo. Tal como no recente lançamento, Clair Obscur: Expedition 33, o gancho é simples e intuitivo. Basta aproximares-te de um ponto de ancoragem, carregar no botão e estarás imediatamente a voar para cima e para a frente.

Mas, o gancho não serve só para isso. Também podes usá-lo para puxar objetos, como barris de explosivos, e lançá-los contra os inimigos. Diverti-me imenso com essa mecânica; nada como estar agachado atrás de um barril quase sem vida e ver um item útil à distância. Apanhei! É meu. Xauzinho! Faz explodir todos os maus da fita.
 

Conhece a tua nova equipa


Seis anos após os eventos de Borderlands 3 (alerta de spoiler!), ninguém sabe o que aconteceu a Lilith depois de aparentemente se ter sacrificado para salvar Pandora. Nicholson não revelou muitos detalhes sobre a forma como Borderlands 4 se encaixa na cronologia da série, mas sabemos que a história decorre num novo planeta: Kairos, composto por quatro regiões distintas. Cabe a uma nova equipa de Vault Hunters liderar a resistência contra o Timekeeper, um ditador opressivo.

A Gearbox anunciou quatro novos Vault Hunters no Borderlands 4, dois dos quais já estavam jogáveis na minha recente sessão. Pude escolher jogar como Rafa, o Exo-Soldado, ou Vex, a Siren — e como habitual, fiquei cativada pela Siren. Cínica, sarcástica e com um estilo ousado, Vex é uma rapariga como eu.

“Temos sempre uma Siren, mas esta é um pouco diferente”, disse-me Nicholson. “É mais sombria. Tem um certo misticismo mágico para além dos poderes de Siren e consegue também invocar companheiros.” Embora não tenha experimentado as suas habilidades de invocação na demo, o facto de poder criar um tigre que ataca inimigos passivamente só a torna mais interessante como personagem jogável.
Hands On With Borderlands 4 Gearbox S Most Ambitious Game To Date Crew
Rafa, por outro lado, “vive literalmente cada dia como se fosse o último” (como disse Nicholson), devido a um fato exoesquelético que também é uma bomba-relógio. Consegue “digistruir” canhões de carga massivos ou usar Arknives para despedaçar e eliminar inimigos. As diferenças entre Vex e Rafa realçam um dos pontos fortes da série: suporta vários estilos de jogo, quer sejas do tipo que avança aos tiros ou prefiras uma abordagem mais tática ao saque e à ação.

Também vais rever algumas caras conhecidas em Borderlands 4, embora os criadores não tenham revelado muitos nomes. Sabemos que Amara, a Siren jogável de Borderlands 3, estará presente como “dadora e ajudante de missões” na região montanhosa de Kairos. Também vais encontrar Zane e Moxie durante a aventura. Mas, não deixes que os 16 anos de história te intimidem; Nicholson disse que a equipa da Gearbox estava “a garantir que, até quem nunca jogou Borderlands, consiga pegar no jogo e adorá-lo”. E eu concordo. Mesmo que percas algum contexto ao rever personagens antigas, parece ser o tipo de jogo que podes simplesmente começar a jogar, sem precisares de lições de história.
 

É tudo sobre armas


Curiosidade sobre Borderlands: detém um recorde do Guinness como “jogo com mais armas”, graças às 17 750 000 armas que os jogadores podem ter acesso na primeira edição. Sendo uma série centrada em armas, como é que os criadores se inspiram e continuam a elevar essa reputação? Ironicamente, Nicholson diz que “para nós, é mais sobre qualidade do que quantidade.”

“Encontras uma arma que se ajusta ao teu estilo. Por isso, o nosso foco é pegar nessas peças e fazer com que cada uma tenha muito valor.”

Borderlands 4 eleva o arsenal com novas peças e fabricantes, dando aos jogadores imensas opções de personalização para se adaptarem ao seu estilo. Queres uma metralhadora que se transforma em caçadeira com um só botão? Foi essa a arma que escolhi durante a minha demo e é ideal para eliminar inimigos à distância e rebentar com os que se aproximam demasiado. “Ou pode ter micro-rockets acoplados sob o cano”, exemplificou Nicholson. Tudo isto resulta em “milhões de combinações possíveis”, que se somam ao já vasto inventário de armas da série.
Hands On With Borderlands 4 Gearbox S Most Ambitious Game To Date Siren
“O jogo é sobre armas, combate e sentires-te um autêntico mauzão,” disse Nicholson. Acima de tudo, era fundamental para os criadores manter isso em mente, mesmo ao questionarem: “Como é que podemos levar isto mais além? Como é que o tornamos ainda mais épico?” Para responder a essas perguntas, a equipa recorreu aos fãs, com sessões de teste e análise de feedback em todas as fases do desenvolvimento. Como resume Nicholson: “Tudo isso ajuda-nos a manter-nos fiéis à essência da série, enquanto ultrapassamos os limites para lá da zona de conforto.”

“... Acho que os jogadores vão ficar mesmo entusiasmados com o rumo que estamos a dar à jogabilidade, à narrativa, ao humor mais sombrio e mais realista que incluímos neste jogo”, concluiu Nicholson. “Mas, no geral, creio que a jogabilidade, o aspeto visual e o quão divertido é jogar com amigos vão ser os aspetos que vão realmente destacar-se para os fãs.” 

Podes experimentar tudo isto em primeira mão quando Borderlands 4 for lançado a 12 de setembro de 2025. Faz já a pré-compra do jogo na Epic Games Store!