Novidades

Testamos em primeira mão o novo sandbox histórico de Civilization VII

L
Laura Kate Dale
22 de ago. de 2024
Caso seja um jogador de longa data da série de jogos de estratégia Sid Meier's Civilization, você saberá que o ciclo básico do jogo tem se mantido bem consistente com o passar dos anos. Escolha um governante, expanda sua cidade, explore e concentre-se em construir almejando uma vitória científica, econômica, cultural ou militar. O ciclo subjacente permanece o mesmo, mas, com cada iteração, há pequenos porém notáveis ajustes à fórmula clássica que adicionam profundidade e flexibilidade.

Em Civilization VII, o próximo lançamento, os líderes agora podem governar civilizações diferentes que não estejam associadas tradicional ou historicamente às suas versões reais. Esse foi um dos elementos que mais tive interesse em testar na gamescom. Por exemplo, ao selecionar Augustus como o meu líder, das quatro civilizações disponíveis na demo, tanto Roma quanto Egito estavam marcadas com um ícone especial para simbolizar que Augustus governando-as durante a Era da Antiguidade seria historicamente preciso, visto que as duas regiões eram, pelo menos, parte do Império Romano. Dito isso, eu não estava limitado a selecionar uma das outras duas opções de região para parear com ele.

Embora houvesse benefícios estatísticos óbvios em parear Augustus com Roma — havia uma sinergia natural e clara nisso — a opção de misturar e combinar poderia oferecer algumas estratégias interessantes que tiram proveito do jogo de maneiras imprevisíveis. É o tipo de sistema que aparenta estar lá para recompensar quem pensa fora da caixa, para jogadores que conseguem encontrar sinergias menos óbvias para tirar vantagem delas.

Umas das outras grandes mudanças apresentadas em Civ VII, que não pude experimentar por completo durante meus testes, mas pude ter uma noção, é o novo sistema de transição de era e o impacto dele na especialização.

Em Civ VII, os jogadores escolhem uma civilização inicial, porém não estão mais presos diretamente a ela durante todas as três eras de uma campanha. Quando cada era termina, os jogadores recebem uma lista ramificada com civilizações novas para eles trocarem na era seguinte enquanto preservam bônus baseados em seus estilos de jogo nos segmentos anteriores. Aqui vai um exemplo dado durante uma apresentação da desenvolvedora: os jogadores que começaram no Egito receberão a opção de jogar a segunda era como Songhai baseado em onde começaram suas civilizações — Mongólia, se investiram recursos suficientes em cavalos, e outra opção baseada na escolha de seus líderes. As decisões que você escolher tomar em cada era impactarão em quais civilizações serão oferecidas, cada uma tendo seus próprios atributos e bônus exclusivos. A justificativa narrativa para tal parece ser a de que você, como governante, está mudando o seu foco para uma nova civilização em outro lugar fora de seu império que se alinha melhor aos seus objetivos nessa nova era da história.

Mecanicamente, isso significa que as transições de era são um ponto natural em que os jogadores podem mudar o foco para qualquer caminho vitorioso, como se tivessem uma página em branco para trabalhar. No início de cada era, os jogadores serão perguntados por um de seus conselheiros sobre qual legado desejam seguir. Ainda que não seja obrigatório manter essa escolha por toda a era, você receberá missões que te guiarão para a vitória e recompensarão o progresso feito ao longo da rota escolhida. Há benefícios claros em se manter em uma rota, incluindo preservar bônus úteis para sua civilização na próxima era, mas essa transição faz com que você tenha a oportunidade de mudar de foco sem perder todos os bônus possíveis.
Testamos em primeira mão o novo sandbox histórico de Civilization VII - Tanques
Ao jogar Civ VII, o que eu realmente apreciei foi as pequenas mudanças. Os batedores agora podem sacrificar seus movimentos para dobrar o raio de visibilidade deles e enxergar a uma distância bem maior. Agora é possível ganhar um atributo de influência, que pode ser gasto para garantir favores de facções ou oferecer mais que os outros em troca de lealdade. Os governantes das nações foram dublados e trazidos à vida de maneira autêntica com personalidades maravilhosamente escritas. O jogo aparenta estar incrível e funciona muito bem mesmo em seu estágio inicial.

A série Civilization tem sido o porta-estandarte de seu gênero por anos, e esse ainda parece ser o caso em Civ VII.. Costumam dizer que, em time que está ganhando, não se mexe, e aqui isso é a mais pura verdade. A equipe da desenvolvedora Firaxis Games claramente sabe o quanto é possível ajustar para trazer algo novo enquanto preserva os elementos fundamentais da consistência do jogo, garantindo aquela sensação especial de Civ.

Sid Meier's Civilization VII será lançado na Epic Games Store em 11 de fevereiro de 2025.