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Killing Floor 3 em primeira mão: a tenebrosa evolução dos monstros da série

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Francisco Dominguez
26 de ago. de 2024
Se você conhece Killing Floor, já deve ter visto a Siren. Com sua aparência frágil e movimentos lentos, ela é conhecida como a monstruosidade Zed mais lastimável da série de jogos de tiro contra hordas zumbis da Tripwire Interactive. Todos sabem que, se você e sua equipe de rebeldes Nightfall que lutam contra esses experimentos militares horrendos não entrarem no raio de alcance do choro estridente dela (que causa dano em área), ela não passará de uma entidade perigosa, porém facilmente evitável.
 
Quando encontrei a Siren pela primeira vez na prévia de Killing Floor 3 que joguei na gamescom 2024 usando o soldado queridinho dos fãs, o Mr. Foster, ficou claro que, desta vez, as coisas mudaram um pouco. Primeiramente: ela conseguiu aterrissar de uma queda de 15 metros bem na minha frente em vez de cambalear pelo mapa a uma boa distância de mim como costumava fazer. Além disso, o pescoço dela agora é capaz de se estender até comprimentos grotescos em um aterrorizante e desconhecido ataque que requer um certo preparo. Vendo isso, não tive dúvidas de que esse não era o Killing Floor do qual me lembro.
 
Após me guiar por uma tentativa solo em um mapa inspirado numa Área 51 que passou por algo muito, mas muito ruim, o diretor criativo de KF3, Bryan Wynia, me contou como a Tripwire Interactive decidiu surpreender os jogadores, subverter todas a expectativas e instaurar o pânico. Para fazer tudo isso e ainda manter as origens da série (que foi inicialmente um modificador de conversão total de Unreal Tournament 2004) vivas, a empresa decidiu contratar vários dos melhores criadores de mapas e modificadores de Killing Floor 2 que já tinham provado seu talento em assustar os jogadores de formas novas e criativas.
 
"Estamos nos esforçando bastante para dobrar as doses de terror e ação", explicou Wynia. Ele ainda acrescentou que está orgulhoso da quantidade de jogadores que já "caíram" nesses novos momentos de susto orgânicos na gamescom. "Uma das melhorias de KF3 será os Zeds aprimorados. Basicamente: os Zeds agora terão mais formas de matar você, e contarão com jeitos ainda mais fáceis de navegar por esse mundo".  
 
Já faz 15 anos desde que os grupos de Crawlers começaram a deixar os jogadores de Killing Floor de cabelo em pé ao avançarem rápido enquanto andam usando seus pés e mãos (não exatamente... na verdade, eles têm mais membros além desses, graças aos experimentos da Horzine Biotech). Porém, agora, eles também poderão se aproximar de você subindo em paredes e tetos. Já os Husks serão capazes de voar, usando canhões para atirar contra você de locais mais altos e vantajosos. E não podemos esquecer do Scrake, que talvez seja um dos Zeds não chefes mais poderosos dos jogos anteriores! Agora, ele terá um agarramento que puxará você em direção à horda sempre que a motosserra dele não for suficiente para dar conta do recado.
Killing Floor 3 em primeira mão: a tenebrosa evolução dos monstros da série — Flamethrower
Não me senti seguro em lugar nenhum. Não só me peguei averiguando o horizonte do mapa o tempo todo, como também não parei de dar olhadelas de pânico para o céu, para o teto e para qualquer local elevado que estivesse no meu campo de visão. Essas mudanças realmente tornaram a experiência desafiadora e igualmente estranha.

Enquanto eu sofria ataques de Gorefasts armados, percebi que estava tendo dificuldade de enfrentar inimigos que, antes, eram facilmente derrotados. Antigamente, você podia forçá-los a atacar e se esquivar sem muito problema enquanto eles golpeavam o ar. No entanto, agora, eles forçarão você a dominar uma das várias novas mecânicas de movimento: uma esquiva lateral executada na hora certa que conseguirá evitar que empalem você de forma letal. Além de outras novidades como adotar coberturas e disfarces, correr e usar tirolesas, o jogo também concederá novas formas de colocar uma certa distância entre você e a precisão inédita que uma emboscada de Zeds terá.
 
Esse é apenas um dos jeitos que a Tripwire encontrou para deixar a situação mais equilibrada para os Nightfall — os rebeldes que os jogadores ajudam em sua luta desamparada contra o exército da Horzine Biotech. Wynia também comentou que, para atingir um nível infinito de rejogabilidade, uma das prioridades que a equipe adotou foi focar na flexibilidade que os jogadores teriam para se expressar no jogo.
 
"Se vamos deixar os Zeds mais letais, temos que dar aos jogadores mais ferramentas e itens para combatê-los, como a habilidade de usar dispositivos, ferramentas e modificadores de armas, e a opção de ignorar um pouco as Perks com algumas de suas armas" (lembrando que as classes de personagem de KF são chamadas de "Perks").
 
Essas novas ferramentas trazem um grande senso de satisfação e eficiência. Armadilhas de choque, por exemplo, permitiram que eu retardasse o avanço dos Zeds em pontos estratégicos por meio da eletrocussão. Wynia disse que uma de suas armas favoritas é o drone atirador capaz de devastar qualquer coisa que estiver à sua frente com um poder de fogo esmagador.
Killing Floor 3 em primeira mão: a tenebrosa evolução dos monstros da série — Zed
Para alcançar uma rejogabilidade infinita, é preciso oferecer opções infinitas, que são concedidas por um novo sistema de modificação de armas que oferece uma grande expansão de aprimoramentos se comparado aos títulos anteriores da série. Cada leva de Zeds que me atacava me concedia a chance de comprar variantes aleatórias do arsenal que eu estava usando, mas com uma série de modificações que alteravam os atributos base das armas ou até as transformava em algo totalmente diferente. Com uma única compra, meu fuzil de assalto se transformou em um fuzil de precisão com disparo único e mira laser, que eu complementei com uma submetralhadora secundária carregada de balas ácidas.

Esse sistema ficará ainda mais complexo conforme for acompanhando as árvores de habilidade de cada Perk, as quais os jogadores desbloqueiam ao longo do tempo subindo o nível das Perks. Wynia também mencionou algumas habilidades do Mr. Foster, como "Hothead", que permite que tiros na cabeça tenham 20% de chance de causar dano explosivo a Zeds ao seu redor. Ele também citou uma habilidade de granada que se divide, transformando-se em várias granadas para causar um controle de grupo mais efetivo.

É, parece que Killing Floor 3 será bastante diferente de seus antecessores, e sua estética também reflete isso. E é claro que sua qualidade visual e o espetáculo de gore que ele oferece estão melhores do que nunca — afinal, a equipe de desenvolvimento ficou especialmente feliz com o trabalho que fizeram no sistema de sangue dinâmico, que suja os inimigos e mapas com esguichos e respingos persistentes. Além disso, também é possível notar uma alteração maior no cenário, fruto do desejo da equipe de tornar esse apocalipse Zed ainda mais sombrio. E a Horzine Biotech segue ganhando ainda mais poder.

"Killing Floor é puro cinema grindhouse. Já Killing Floor 2 adotou um estilo mais completo de terror e ficção científica. Agora para Killing Floor 3, estamos tentando ilustrar um futuro distópico", comentou Wynia. Ele também prometeu que mesmo nesse futuro distante e sem esperança, veremos mais locais do mundo real conforme o tempo for passando (como os mapas de fazenda ou o da área oeste de Londres que deixaram a série popular).

No final da demo, eu já tinha matado milhares de espécimes com o que me disseram ser uma "taxa respeitável de tiros na cabeça". Agora posso dizer que já estou pronto para encontrar inúmeras maneiras de acabar com as cabeças de mais espécimes e enfrentar ainda mais momentos de susto da próxima vez que a Tripwire Interactive me der chance.

Você já pode adicionar Killing Floor 3 à sua Lista de Desejos da Epic Games Store.