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Como RoboCop: Rogue City realizou o meu sonho de possuir visão melhorada
S
Stephen Wilds
Uma das estéticas visuais mais notáveis dos filmes do RoboCop é quando o público vê através dos olhos de Alex Murphy. Esses orbes biônicos o ajudam a analisar situações no campo com precisão robótica. A sobreposição verde vibrante e o texto que a acompanha destacam alvos, apontam itens e examinam pistas importantes para as investigações. Além disso, Murphy também pode dar zoom em praticamente tudo, o que é incrível. Eu sou legalmente cego desde que nasci devido ao albinismo, por isso sempre tive dificuldades em enxergar, e minha deficiência faz com que seja difícil jogar muitos títulos.
Quando a desenvolvedora Teyon revelou Rogue City pela primeira vez, eu achei divertido, mas presumi que o escaneamento fosse algo mais situacional. Quando eu joguei de fato, fiquei incrivelmente surpreso ao ver como o jogo conseguiu adequar esta função a suas mecânicas. Costumamos dizer que para muitos recursos de acessibilidade serem realmente úteis, os desenvolvedores precisam planejá-los no início do desenvolvimento ou ligá-los ao núcleo da jogabilidade. Rogue City é um excelente exemplo dessa abordagem feita corretamente. Felizmente, os desenvolvedores queriam honrar os filmes e garantiram que a interface ativa verde estivesse presente. Ela é ativada com um simples aperto de botão e seu alcance pode ser aprimorado no decorrer do jogo; você pode até comprar a habilidade de marcar diversos itens importantes de forma automática. Há também um botão para ativar a visão noturna em situações de pouca luminosidade.

RoboCop é um tanque, mas também é uma máquina de matar. Quando ele entra em uma sala cheia de arruaceiros, as balas voam soltas e ele faz cada disparo valer, acabando com os criminosos rapidamente. A habilidade de escaneamento destaca cada inimigo dentro do meu raio de visão com uma cor fácil de detectar e trava a mira neles, o que me ajuda a ser um atirador melhor e permite que eu faça jus à reputação heroica do RoboCop. Graças à interface, eu errava poucos tiros, encontrava munição adicional e evitava granadas lançadas durante cada uma das missões do jogo. O scanner também me dava pistas para achar itens essenciais de que eu precisava, o que me poupou de andar muito à toa.
Ter essa experiência me ajudou a me conectar mais ao jogo. O jogo tem outras qualidades muito boas, mas o fato de Rogue City ter me entregado a visão cibernética que eu sempre quis dos filmes foi fantástico. Sei que isso talvez não funcione em todos os jogos, mas peço humildemente por mais recursos de acessibilidade bem implementados como este, sejam eles completamente fiéis ao material fonte ou não. Eu quero ser mais do que humano — ou pelo menos tão bom quanto um, se possível.
RoboCop: Rogue City está disponível na Epic Games Store.