
Lords of the Fallen em primeira mão: cinco coisas que aprendemos sobre esse futuro RPG de ação

Lords of the Fallen compartilha tanto o nome quanto o gênero de seu antecessor de 2014: é um RPG de ação com muitos elementos "soulslike". No entanto, as semelhanças acabam aí. Criado com a mesma essência de Dark Souls, Elden Ring e (o colega soulslike) Remnant II, o jogo apresenta combate tático, batalhas de chefes brutalmente desafiadoras e um sistema de progressão de risco e recompensa.
Porém, embora Lords of the Fallen inclua bastante desses aspectos icônicos do gênero para atrair fãs experientes, o estúdio por trás do jogo, Hexworks, está melhorando significativamente as mecânicas na esperança de atrair um público totalmente novo; incluindo aqueles que antigamente ficavam longe desses jogos pelo nível de dificuldade punitivo do gênero.
Baseado no tempo que tivemos para vivenciar o jogo (durante o qual, sim, tomamos várias surras de um chefe durão) e uma breve conversa com o diretor criativo da Hexworks, Cezar Virtosu, parece que essa ambiciosa sequência pode alcançar esse equilíbrio. Aqui vão cinco coisas que aprendemos sobre o jogo durante nossa recente experiência.
É tanto uma sequência quanto um reboot
Em termos de cenário, história, personagens e jogabilidade, inicialmente Lords of the Fallen parece uma reformulação completa; um reboot geral que compartilha apenas o nome de seu antecessor de 2014.
No entanto, embora o RPG de ação tenha mantido muito pouco do original (até mesmo substituindo seu protagonista ex-presidiário Harkyn por um avatar personalizado do jogador no estilo FromSoftware), o diretor criativo Cezar Virtosu enfatiza que o jogo é tanto uma sequência para a franquia quanto um novo começo.
"É um reboot, mas também uma sequência. Queríamos que o jogador visse as consequências das ações de Harkyn. Ele agora é um herói distante, mitológico, um personagem infame que ficou no passado oculto. Portanto, todas as nossas linhas narrativas levam ao primeiro jogo, mas você não precisa delas para curtir Lords of the Fallen."
É muito mais rápido e fluido do que outros jogos soulslike
Assim como a série Dark Souls da FromSoftware e os jogos influenciados por ela, Lords of the Fallen favorece encontros táticos e ponderados em vez de fazer o jogador apertar botões sem pensar. Mas embora atacar de qualquer jeito permita que seus inimigos o esmaguem contra as pedras, seus ataques corpo a corpo tendem a parecer menos medidos e calculados, trazendo mais a sensação de golpear, cortar e lançar feitiços em um jogo de ação em ritmo acelerado. Ou, em outras palavras, parece mais Bloodborne do que Dark Souls I.
Vários fatores ajudam a alcançar esse equilíbrio satisfatório, incluindo a capacidade de desviar em movimento, bem como uma animação de cura mais rápida do que muitas do gênero. A experiência fica ainda mais fluida graças à opção de misturar facilmente avanços, que oferecem uma esquiva rápida que mantém você perto do inimigo, e movimentos de rolar, que são uma quebra mais definitiva no confronto.
Entretanto, é a perfeição das transições dos diferentes tipos de ataque que ganha um destaque especial. Seja alternando de um golpe pesado corpo a corpo com as duas mãos para um ataque leve à distância, ou trocando entre machados de batalha duplos e o variado arsenal de feitiços de sua build mágica, as transições acontecem com uma fluidez e suavidade não tão comumente associadas ao combate soulslike.

Os jogadores ganham uma vida a mais… no pós-vida
Uma das principais características de Lords of the Fallen também representa seu maior desvio da fórmula já estabelecida do gênero soulslike. Qualquer um que já tenha enfrentado um desses jogos conhece bem esse infame ciclo da morte: depois de morrer, você reaparece em seu último ponto de salvamento e luta contra inimigos ressurgidos que você acabou de derrotar para, com sorte, recuperar sua experiência e outros preciosos recursos de suas "manchas de sangue", como os jogos Souls gostam de chamar. Porém, se você morrer novamente no processo, perderá todos esses recursos valiosos para sempre.
Uma perda de progresso semelhante acontece em Lords of the Fallen, mas, de acordo com Virtosu, a abordagem do jogo a essa mecânica potencialmente arrasadora é menos punitiva e mais orgânica. "A morte não significa o fim. Queríamos que o jogador encarasse o fracasso... A diferença entre frustração e motivação é entender por que você fracassou. Por conta disso, você reaparece exatamente onde morreu, em vez de em um ponto anterior, para assim aprender com seus erros".
Essa evolução ousada do retorno à vida não apenas atenua parte da dor e sofrimento que vêm com a possibilidade de perder todo o seu árduo progresso, mas também parece mais natural. Após sua morte prematura, você reaparece imediatamente no local exato onde sucumbiu, exceto pelo fato de que agora está no submundo do jogo. Chamado de "Umbral", esse reino paralelo hospeda sua segunda vida, dando a você outra chance de manter seu progresso e recursos e lutar para voltar à terra dos vivos.
Mas o Umbral não existe apenas para salvar sua pele
Embora esse ameaçador reino espelhado possa soar simplesmente como um meio de dar aos jogadores uma segunda chance de manter seu progresso, ele é muito mais do que apenas uma mecânica para salvar sua vida. O Umbral pode ser acessado a qualquer momento usando a lanterna mágica do protagonista.
É possível se deslocar facilmente do mundo dos vivos para o reino dos mortos levantando sua fonte de luz. Fazer isso certamente revelará novas ameaças inimigas, mas se você olhar bem — além dos cadáveres em decomposição implorando para você atravessar —, também é possível encontrar NPCs com informações, espólios preciosos, recursos valiosos e até caminhos e atalhos alternativos.
Isso faz de Umbral um local de oportunidades que envolvem risco e recompensa, onde enfrentar ameaças mais difíceis e atravessar terrenos mais rigorosos pode fazer você encontrar aquela lâmina rara que procura ou uma entrada secreta para uma passagem bloqueada no mundo acima. Enquanto os novatos no gênero certamente usarão o Umbral para ter uma segunda chance, jogadores mais experientes de soulslike poderão escolher enfrentá-lo por suas recompensas.

O Umbral não existiria sem a Unreal Engine 5
Muitos jogos oferecem aos jogadores a oportunidade de carimbar seus passaportes em mundos paralelos, viajando de um lado para o outro livremente. Mas é difícil descrever como é incrível fazer essa viagem em Lords of the Fallen sem você mesmo ter a experiência de levantar aquela lâmpada mágica.
O Umbral não é simplesmente uma versão ligeiramente clonada do mundo acima com uma paleta de cores diferente e habitada por alguns novos inimigos. É um reino totalmente diferente, cheio de novos tipos de inimigos, ambientes, arquitetura e caminhos que você não encontrará do outro lado. Renascer entre os mortos-vivos que lá habitam é impressionante por si só, mas poder se deslocar facilmente, em qualquer lugar e a qualquer hora, é uma proeza que nem parece ser possível.
De acordo com Virtosu, essa possibilidade de andar entre os reinos acontece graças à versão mais recente da Unreal Engine. Referindo-se a Lords of the Fallen como "um dos primeiros grandes jogos da Unreal Engine 5 a ser lançado", o diretor criativo credita a tecnologia por dar à sua equipe a confiança para atingir seus maiores objetivos.
"Antigamente, seria muito difícil renderizar dois mundos ao mesmo tempo com incontáveis IAs em ambos os reinos, mas é aí que entra a Unreal Engine. Com todas as melhorias em termos de streaming e alocação de memória, conseguimos obter largura de banda técnica adicional suficiente para tornar real essa fantasia hardcore".
Lords of the Fallen chega à Epic Games Store no quarto trimestre deste ano. Adicione à lista de desejos ou compre na pré-venda aqui.