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Metro Rivals: New York é o Need for Speed dos condutores de metrô

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Alan Wen
9 de dez. de 2025

Durante a maior parte da última década, a Dovetail Games fez seu nome criando simuladores de trem absurdamente realistas, sendo a desenvolvedora por trás da franquia Train Sim World, que continua firme e forte com o recente lançamento de Train Sim World 6 e seus vários complementos. No entanto, com Metro Rivals: New York, a desenvolvedora britânica está seguindo um caminho radicalmente diferente — algo que o produtor sênior Jordan Searle descreve como "explorando um lado mais leve dos trens".

"Nós entendemos, ao ouvir alguns dos nossos jogadores mais casuais, que eles amam a ideia de jogos com temática de trem, mas querem algo mais acessível e casual", ele explica. "Em vez de tentar criar algo que poderia entrar em conflito com o modo como Train Sim World funciona para nossos jogadores, essa foi uma ótima oportunidade para explorar novas ideias enquanto aprendíamos a trabalhar com a Unreal Engine 5."

Ouvir a comunidade também foi a forma como a Dovetail determinou o cenário de Metro Rivals: New York. Com base em feedbacks e enquetes com os "jogadores mais engajados" da comunidade beta, houve uma demanda para a recriação da linha novaiorquina Lexington Avenue, também chamada de "linha 4-5-6", por causa dos números dos trens que realizavam a rota. 
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A maior diferença é que Metro Rivals: New York tem seu foco em sistemas de transporte público num ambiente urbano. Ter o jogo ambientado em uma versão de Nova York de um futuro próximo também permitiu mais liberdade criativa do que as simulações realistas que o estúdio lançou no passado, além de oferecer uma premissa intrigante.

"Na nossa história, a Autoridade do Metrô de Nova York introduziu um sistema de 'Proprietário-Condutor' para os vagões do metrô, mais ou menos como os táxis oficializados pelo governo funcionavam antigamente", explica Searle. "Essa ideia abriu muitas possibilidades para o design e a narrativa."

Isso significa, basicamente, que o sistema de metrô da cidade foi dividido em 10 bairros ferozmente disputados, cada um controlado por um ou mais dos cinco Track Titans (Titãs dos Trilhos), maquinistas famosos que, mais do que meros operadores habilidosos, têm reputações respaldadas por uma enorme influência nas redes sociais. É nesse cenário que chega o jogador, armado com nada mais do que um trem de segunda mão e a determinação para crescer e desafiar esses Titãs.

Isso faz com que a história de Metro Rivals: New York seja muito mais voltada para os personagens, com cada Titã tendo sua própria personalidade e voz, que você ouvirá pelo rádio em suas interações com eles. Mas o foco ainda está nos trens, então você também pode esperar que cada Titã tenha seu próprio modelo.

"Os Titãs dos Trilhos são celebridades famosíssimas, e todos que participam desse novo sistema têm como meta aumentar o número de seguidores", diz Searle. Ao extrair o máximo de capacidade dessas máquinas e conquistar novos fãs, você acabará chamando a atenção de um Titã. "Se eles perceberem que você está ficando grande demais, vão te desafiar para botar você no seu lugar. Mas, se você os derrotar, terá acesso à área deles e a chance de aumentar ainda mais seu número de seguidores!"  
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Mas como é que se aposta corrida no metrô? Searle diz que a física de condução de trens "começa com base no realismo, mas o esquema de controle foi simplificado para trazer maior acessibilidade". O que mais chama a atenção são os elementos exagerados no estilo arcade, incluindo verificações regulares de habilidade que operam como eventos rápidos e até mesmo um medidor de impulso inspirado em jogos de corrida de fliperama como Need for Speed, para dar ao seu trem um merecido aumento de velocidade.

Mas você tem que tomar cuidado, porque ir rápido demais ao fazer uma curva pode fazer o trem descarrilhar e bater. Por outro lado, fazer uma freagem brusca demais também vai irritar os passageiros, o que pode fazer com que muitos desçam na próxima parada e não deixem uma boa gorjeta. Mesmo com as influências dos jogos de arcade, a Dovetail ainda se baseia na realidade do funcionamento de trens. "O sucesso não depende só de terminar primeiro, mas também de um melhor desempenho", explica Searle. "Os jogadores recebem uma pontuação baseada em um bom desempenho ao concluir os objetivos e seguir às regras, com penalidades aplicadas em caso de condução insegura. Funcionalidades como verificações de vigilância e redução de faróis quando trens se aproximam são inspiradas em práticas reais de ferrovias, ajudando a manter o equilíbrio entre realismo e emoção."

No entanto, incluir consequências como o descarrilamento de um trem é algo que consegue se encaixar em Metro Rivals: New York, diferentemente da franquia Train Sim World, em que as simulações mais realistas da Dovetail acabam sendo limitadas por certas restrições de licenciamento para garantir que tudo corra bem. Seguindo essa linha, a Dovetail dispensou sua aparência imaculada de sempre em Metro Rivals: New York, que traz uma estética mais poluída, com lixo nos trilhos e paredes cobertas de pichações. 

Essa liberdade criativa também abriu outras possibilidades. "Nós embutimos um pouco de história no mundo: por exemplo, um dos túneis desabou anos atrás, então parte da linha foi redirecionada para a Ponte de Manhattan", acrescenta Searle. "Isso se encaixa na ficção, mas também oferece aos jogadores vistas incríveis da cidade."

É importante destacar esse elemento, pois, embora o metrô remeta geralmente a túneis subterrâneos escuros, as linhas da cidade levam à superfície, para que você possa vislumbrar a própria Big Apple. Foi aí que a mudança para a Unreal Engine 5 compensou: não apenas na captura dos trilhos, mas dos ambientes ao redor deles. Esse tem sido outro grande apelo que vem perdurando nas outras séries da Dovetail, em que os jogadores podem simplesmente admirar as rotas cênicas enquanto os trem seguem seu caminho. 
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"A Dovetail Games tem uma forte reputação por recriar ambientes do mundo real, e nossos artistas desenvolveram habilidades excepcionais para trazer essa autenticidade", explica Searle. "Metro Rivals foi desenvolvido na Unreal Engine 5 desde o início. Usando o World Partition e nossas ferramentas internas de geração procedural de conteúdo, conseguimos criar cenários que se estendem para muito além dos trilhos, bem mais do que em Train Sim World. Estamos usando esses sistemas para preencher o mundo com uma variedade maior de edifícios únicos e detalhes do ambiente, desde cabeamento complexo até pequenos retoques ao longo dos trilhos, ajudando a dar vida a cada parte da rota. Até mesmo conduzir em túneis agora parece tão envolvente e detalhado quanto conduzir em áreas abertas."

A julgar pelo subtítulo, podemos até esperar que Metro Rivals se torne uma franquia com futuros lançamentos ambientados em outras metrópoles.

Por enquanto, Metro Rivals: New York deve chegar no início de 2026. Você já pode adicioná-lo à sua lista de desejos na Epic Games Store.