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Microids e Fishing Cactus revivem um clássico cult com Corsairs: Battle of the Caribbean
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Thomas Wilde
Passados 25 anos, a Microids voltou com Corsairs: Battle of the Caribbean, um relançamento pela desenvolvedora belga Fishing Cactus (Epistory) que se baseia no jogo original.
Você se vê novamente no papel de um corsário no Mar do Caribe, trabalhando para uma das grandes potências europeias da época. No modo Campanha, explore os mares para conquistar todos os portos livres do Caribe representando sua nação, com uma jogabilidade que mistura batalhas navais estratégicas, gerenciamento de frotas e uma simulação de comércio bem elaborada. Suba em embarcações inimigas, compre e venda produtos em portos distantes e não tenha piedade contra os inimigos.
Além disso, Battle of the Caribbean adiciona um novo modo Escaramuça (Skirmish) multijogador, que permite enfrentar até três oponentes, máquinas ou humanos, no modo local ou online.
"A Fishing Cactus começou esse remake ambicioso", disse Bruno Urbain, CEO da Fishing Cactus. "Fazia tempo que queríamos colaborar com a Microids, mas não tínhamos encontrado o projeto certo para dar vida a essa colaboração. Na Fishing Cactus, estávamos bem ansiosos para entrar no gênero de gerenciamento, algo que nos fascina e que apresentou um novo desafio para o estúdio."

Isso levou a Fishing Cactus a elaborar possíveis ideias de projetos e folhear o catálogo da Microids para ver franquias que poderia reviver. Corsairs foi uma surpresa para o estúdio, de acordo com Urbain, por causa do tema pirata que combina com alguns projetos internos que a Fishing Cactus já tinha esboçado.
E assim surgiu Battle of the Caribbean, uma repaginação completa e moderna de Conquest at Sea. Embora sem dúvidas pareça familiar se você jogou o título original, a Fishing Cactus deixou os gráficos totalmente 3D, atualizou os controles, remodelou a interface e modernizou a IU. De várias formas, é o mesmo jogo que você conhece de 1999, mas com todos os recursos que facilitam a vida esperados de um lançamento de 2024.
"Tivemos bastante cuidado para preservar o DNA do jogo original", disse Urbain. "Era crucial para nós manter as fases de ação, principalmente a de embarcar no navio, bem como os elementos de gerenciamento que tornaram o jogo um sucesso. Esses elementos são a essência do jogo, e era importante mantê-los intactos para os fãs de longa data."
Battle of the Caribbean usa o Corsairs original como ponto de partida. Então, adiciona novos tipos de unidades, física do vento e eventos mundiais dinâmicos como tempestades. Além disso, a Fishing Cactus trouxe mecânicas e aspectos novos para o Corsairs com o objetivo de tornar a jogabilidade mais dinâmica e envolvente. Isso incluiu retrabalhar os parâmetros de velocidade e rotação para navios em movimento, algo que funciona em conjunto com os novos efeitos de vento que possibilitam adicionar uma finesse extra quando sua frota está a favor do vento.
Você ainda pode jogar como os britânicos, espanhóis, franceses e holandeses no novo Corsairs. Cada um deles têm uma campanha individual na qual você pode tentar controlar o Caribe em nome da sua nação, mas elas não são as mesmas de antes, já que as tramas principais são parecidas, porém as missões e capítulos de cada campanha foram reestruturados.
Para mais, o Battle acrescenta uma campanha inédita em que é possível representar a Dinamarca. Mas, se quiser jogar como os dinamarqueses, prepare-se para o modo difícil.

"Como a última facção a entrar no Caribe, o poder naval dos dinamarqueses é bem menor do que o das outras nações já estabelecidas na região na época", disse Lucas Dupon, líder de design de jogo do Battle. "Os dinamarqueses vão precisar se especializar em táticas de escaramuça, atacando e desaparecendo rapidamente antes que o inimigo possa reagir. O uso inteligente de espiões, uma mecânica importante do Corsairs original, será crucial para manter uma vantagem constante em relação às outras facções."
Os dinamarqueses também vão precisar ir atrás de alianças convenientes com piratas NPCs para conseguir lidar com o poder dos rivais no Caribe, e isso adiciona uma camada de diplomacia à campanha da Dinamarca.
"Será necessário que os jogadores sejam espertos e estratégicos para estabelecer o domínio dinamarquês no Caribe", explicou Urbain, "tornando essa campanha o desafio supremo onde todas as mecânicas do jogo precisam ser compreendidas em detalhes."
Isso inclui o sistema de comércio, que foi reformulado para o Battle. Em vez de simplesmente comprar recursos valiosos nas cidades que você controla, cada território agora gera recursos específicos que podem ser transferidos para o seu navio e vendidos para outras facções.
Há seis tipos de recursos em Battle of the Caribbean. Recursos comuns são fáceis de achar e podem ser encontrados em qualquer cidade do mapa, enquanto os incomuns são mais difíceis, mas necessários para desbloquear construções e navios de ponta. Por último, os recursos raros só podem ser obtidos em uma pequena quantidade de cidades específicas. A ideia é tornar rotas de comércio e gerenciamento econômico algo tão vital para o seu sucesso quanto as batalhas ou cercos.
"Essa nova dinâmica de recursos cria uma economia de jogo mais complexa e encoraja as expedições de longa distância, que vêm com riscos maiores", disse Dupon. "Comparado com o jogo original, o gerenciamento de recursos e o comércio se tornam elementos-chave para ganhar as campanhas."
"Tem um pouco mais de gestão de riscos envolvida", Urbain adicionou, "e esperamos aprimorar o apelo das mecânicas de comércio enquanto nos atemos ao espírito do jogo original".
Corsairs: Battle of the Caribbean sai ainda este ano na Epic Games Store. Adicione à Lista de Desejos agora!