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Caos multijogador e o sobrenatural reinam supremos em FBC: Firebreak

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Aron Garst
14 de mai. de 2025
O Federal Bureau of Control (Departamento Federal de Controle, FBC) raramente parece ter algum tipo de controle. Apesar do nome, a agência do governo fictícia falhou no dever de controlar as entidades sobrenaturais que encontra em cada situação em que os vimos agindo; isso inclui nossas partidas em Control, Alan Wake 2 e agora em FBC: Firebreak.

A primeira tentativa da Remedy em um jogo multijogador cooperativo on-line coloca você como uma pessoa colaboradora da FBC que luta contra The Hiss (O Sussurro, um vilão interdimensional visto pela primeira vez em Control) em diversos cenários de missões com outros dois jogadores. É uma mistura incrível de ação cooperativa e uma nítida jogabilidade em primeira pessoa.
 


Passamos três horas nos salões da Oldest House (Casa Mais Antiga) jogando FBC: Firebreak com outros membros da mídia e a equipe de desenvolvimento da Remedy. Exploramos três dos kits de arsenais do jogo, três trabalhos distintos e uma miríade de sistemas de progressão que te ajudam a ficar mais forte enquanto limpa a bagunça violenta da FBC.
 

Assumindo o controle da Oldest House


FBC: Firebreak tem todos os aspectos da uma experiência multijogador bem amarrada, além de bastante flexibilidade. Cada missão (como consertar ventiladores para esfriar fornalhas gigantes, limpar notas adesivas sobrenaturais que acumularam energia caótica e lutar contra parasitas que estão roubando recursos valiosos) precisam que os jogadores concluam objetivos simples antes, depois e durante os tiroteios contra inimigos de todas as formas, tamanhos e temperamentos.

As mecânicas de tiro são precisas e responsivas, podendo até ser consideradas uma melhoria em comparação ao combate de Control e Alan Wake. No início, pude escolher entre uma submetralhadora, uma pistola e uma escopeta. Outras armas, como uma espingarda de repetição, podiam ser desbloqueadas após subir de nível algumas vezes.
Caos multijogador e o sobrenatural reinam supremos em FBC: Firebreak - Oldest House
Embora fosse possível passar sessões inteiras atirando com a escopeta, essa é dificilmente a melhor forma de abater dezenas de ex-colaboradores da FBC que estão sendo controlados e que estão atrás de você com sede de sangue. Dependendo do nível de dificuldade, há momentos em cada partida onde a quantidade de inimigos e efeitos visuais já são o bastante para te sobrecarregar.

A configuração cooperativa de FBC: Firebreak foi especificamente projetada para lidar com essas hordas. Existem três kits disponíveis ao começar o jogo: os kits splash (dispersão), fix (conserto) e jump (salto). O kit jump transforma você em uma pessoa eletricista, dando a habilidade de consertar equipamentos quebrados, eletrocutar inimigos e se lançar no ar mais alto que um salto comum. O kit splash é uma combinação de lança-granadas e metralhadora giratória que atira água, desorientando e derrubando os inimigos. Quando combinados, esses dois kits se tornam um par perfeito e mortal: molhe os inimigos com água para eletrocutá-los depois e dar um choque eficiente e em área.

O kit fix vem com uma chave inglesa que concede a habilidade de consertar partes de equipamentos instantaneamente. Outros kits precisam seguir prompts de botões para consertar manualmente equipamentos, algo difícil quando se está trabalhando com balas voando para todos os lados. A coordenação em equipe é tudo, e não precisa de muito para te derrubar no chão e te deixar fora de combate.

Essas habilidades, quando utilizadas em conjunto, possibilitam à sua equipe concluir vários objetivos e superar encontros de chefes especiais, como um monstro gigante feito só e somente de notas adesivas.

Os kits são apenas o começo das opções de personalização que o FBC: Firebreak te dá. Todos os três membros da equipe podem escolher qualquer arma, um tipo de granada e uma habilidade especial, como a de construir uma torreta montada em uma cadeira que te auxilia em um tiroteio. Além disso, você pode escolher dentre diversas vantagens que aprimoram dano corpo a corpo, tempo de reparo manual e outras habilidades para formar seu arsenal preferido. Firebreak tem uma lista bem generosa de opções.
 

Não aguenta o calor? Perca o controle


Começamos a sessão de jogo pegando o trabalho "Hot Fix" (Conserto rápido) em que precisávamos lidar com a fornalha da Oldest House enquanto ela estava repleta de explosões paranormais. Foi necessário consertar ventiladores espalhados pela fase enquanto ondas de inimigos nos atacavam por todos os lados.

Começando pelo acesso e níveis de ameaça mais fáceis possíveis, acabamos indo para missões curtas e alguns inimigos. Depois de terminar esse trabalho, desbloqueamos um novo nível de acesso. Cada novo nível de acesso acrescentou salas e objetivos novos à missão, tornando tudo bem difícil. Aumentar o nível de ameaça fez não só o número de hordas de inimigos aumentar, mas também a natureza agressiva deles, com eles nos atacando a cada turno.
Caos multijogador e o sobrenatural reinam supremos em FBC: Firebreak - Jogabilidade
Aumentar o acesso necessário de cada nível também deixou os trabalhos cada vez mais complexos. O "Hot Fix", por exemplo, consiste de encher barris com pó de Black Rock (Rocha Negra) e fazê-los deslizarem por tirolesas na fornalha, desabilitando-a temporariamente. Essa sequência funcionou como uma luta de chefe que os fãs de Control devem se lembrar bem, pois há sequências de combate parecidas no jogo.

Esse nível de complexidade sempre crescente é uma das melhores partes de FBC: Firebreak. O próximo trabalho, "Paper Chase" (Perseguindo papéis), teve meu trio se livrando de milhares de notas adesivas do chão e das paredes antes de se transformarem em formas humanoides e nos atacarem. Se muitas delas se colassem em nós, essa cola nos faria sucumbir e precisaríamos ressurgir.

Cada nível de acesso acrescentou salas e trocentas outras notas, eventualmente levando a uma luta de chefe com um monstro gigante de notas adesivas que precisava ser molhado e eletrocutado várias vezes até ser derrotado. Foi uma cena inspiradora daquelas que vale a pena repetir umas dezenas de vezes.
 

Mais um capítulo no universo de Control


Por mais caótico que FBC: Firebreak possa se tornar no calor de uma luta com níveis de acesso e ameaça no máximo, o jogo ainda requer uma certa precisão. O fogo amigo vem ativado por definição, então tiros, granadas e certas habilidades especiais podem (e vão) ferir seus colegas de trabalho voluntários da FBC. Apesar de meus colegas de equipe e eu não termos sido abatidos com fogo amigo, com certeza tomamos bastante dano com um gnomo explosivo que ficou saltitando como um coelho em chamas.

E faz sentido, canonicamente falando: você está assumindo o controle da equipe de colaboradores da FBC que se voluntariou para ajudar nas crises na Oldest House. Algumas dessas pessoas voluntárias são lutadoras habilidosas, enquanto outras são menos preparadas para esse tipo de trabalho, incluindo gerentes intermediários, atendentes e secretários da FBC. Quando os atendentes pegam submetralhadoras e atiram sem mirar direito contra as multidões de inimigos, algumas balas vão acabar encontrando o alvo errado.
Caos multijogador e o sobrenatural reinam supremos em FBC: Firebreak - Monstro de notas adesivas
Grande parte dos inimigos em Firebreak são controlados pelo The Hiss, uma frequência de ressonância senciente que pode invadir e controlar as mentes e corpos de seres físicos e que serviu como antagonista em Control. Eles incluem artilharia pesada, guardas de segurança medianos e até colaboradores da FBC flutuantes ainda presos às suas cadeiras de escritório.

Embora a jogabilidade contínua de Control parecesse quase sempre tensa e assustadora, com ou sem uma luta acontecendo, a sensação de FBC: Firebreak é um pouco diferente. Uma guitarra pesada dá o tom de cada luta, fazendo com que cada segundo seja épico. É como se a Old Gods of Asgard (a banda alter ego da Poets of the Fall que vive e toca no universo conectado da Remedy) estivesse mandando ver em cada luta ao lado da sua equipe de três pessoas.

Muitos dos ambientes também são agradavelmente familiares. Os escritórios repletos de notas, porões quentes e minas se parecem exatamente com os de Control, tornando tudo um tipo de retorno ao lar. Entretanto, esses espaços têm uma espécie de vazio misterioso, principalmente quando uma criatura gigante feita apenas de notas adesivas vem correndo pelo escritório direto até você.

É triste pensar que os personagens que você controla estão derrotando os colegas de trabalho controlados pelo The Hiss; encarar antigos colegas através da mira de uma arma não é coisa fácil.
 

Mais jogabilidade, menos repetição


FBC: Firebreak tem tudo que é preciso de um jogo multijogador feito para perdurar. Um sistema de progressão estilo passe de batalha, várias vantagens e itens desbloqueáveis, além de uma seleção de opções cosméticas personalizáveis compõem as ofertas. No entanto, os menus cheios de coisas desbloqueáveis não estavam completos na versão que joguei, então pode ser que ainda mais recursos estejam presentes quando Firebreak for lançado no verão.

A Remedy disse que quer trazer uma experiência bem significativa para que até os jogadores que podem investir apenas algumas horas por semana ainda consigam aproveitar ao máximo cada minuto no jogo. Nosso teste de jogo teve um ganho de experiência acelerado, então o tempo gasto nessa sessão de jogo fechada será diferente quando comparado com sessões jogadas assim que o Firebreak for lançado. Cada partida individual era acelerada, relativamente rápida e revigorante.
Caos multijogador e o sobrenatural reinam supremos em FBC: Firebreak - Recarga
Explorar os diferentes kits, armas, vantagens e cosméticos deixou uma impressão de que há muitas coisas para serem desbloqueadas, e apenas algumas horas em Firebreak não seriam nem de perto suficientes para entender cada kit, arma e vantagem usadas contra as hordas do The Hiss. Os jogadores que realmente quiserem se tornar voluntários heroicos da FBC vão precisar dedicar muitas horas para entender como cada equipamento funciona.

A estrutura de três kits de Firebreak se mostrou surpreendentemente acessível, e qualquer pessoa pode simplesmente entrar e entender de imediato que misturar água com eletricidade resulta em uma combinação mortal. A chave inglesa, uma arma mortífera por si só, foi ainda mais fácil de compreender para alguém que estava entrando e jogando pela primeira vez. O fato de a Remedy ter criado um metajogo que é empolgante e intuitivo logo de cara é bem impressionante.

A Remedy está buscando expandir os recursos multijogador de FBC: Firebreak após o lançamento. Mais trabalhos e kits podem expandir o nível básico da complexidade que esse festival sobrenatural para três jogadores estabelece desde o início. Há uma quantidade quase infinita de possibilidades no que as missões futuras podem explorar, tornando excepcional o potencial de FBC: Firebreak como o primeiro jogo multijogador da Remedy.

Aproveite a ação multijogador caótica e arrepiante de FBC: Firebreak quando o jogo chegar à Epic Games Store em 17 de junho.