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The Bunny Graveyard oferece um horror de mascote fofo que agradará fãs de jogos retrô

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Arthur Collins
27 de dez. de 2023
Quando penso em mascotes de terror, geralmente me vem à lembrança os velhos conhecidos, como Five Nights at Freddy's ou a série Bendy. Quando jogo um título de terror com mascotes, procuro mistério e história para elaborar teorias sobre o que esperar dali para frente. The Bunny Graveyard leva o gênero para uma direção totalmente nova, adotando as convenções de gênero dos jogos clássicos de aventura gráfica, como The Secret of Monkey Island, além de deixar pistas para pessoas como eu — e é para isto que estou aqui.

Em vez dos clichês do gênero (animatrônicos fantasiados e monstros vagando pelos corredores de um jardim de infância), The Bunny Graveyard começa a história com uma exposição visual para você entrar no espírito do jogo. Logo no início, a ambientação é criada quando você se senta em frente a um computador para jogar um jogo ao estilo 8 bits em que você persegue uma arraia brilhante com um cursor de luva. Em seguida, uma fenda se abre na tela e suga você para dentro dela.

Lá dentro, os gráficos de 8 bits se tornam de 16 bits, o que permite mais detalhes visuais. É aí que surge a tela de título: não como The Bunny Graveyard, mas como The Bunny Garden. Curioso. Agora você é aquela mão com luva, um cursor. Você precisa desvendar o mistério de por que está ali e o que está acontecendo com os outros personagens.

Seguir a história leva você a outras mãos com luva amigáveis (mas diferentes), conhecidas como Handy Pals mudos, e a uma coelhinha aparentemente amigável chamada Skye, que os emprega. Mas não demora muito para descobrir que ela está claramente escondendo algo. A investigação dos segredos leva você a caminhos obscuros à medida que segue as pistas e encontra itens colecionáveis que lhe dão dicas sobre o que está acontecendo. Além disso, quem gosta de jogos de terror com mascotes sabe que nunca deve confiar em coelhos, especialmente se eles se associarem à cor roxa.
The Bunny Graveyard oferece um horror de mascote fofo que agradará fãs de jogos retrô: conversa
Embora os gráficos baseados em pixels do jogo sejam visualmente impressionantes, eles evocam um console que me é muito querido: o Game Boy Advance. Os gráficos desse jogo transbordam estilo e nostalgia. Falando em eras passadas, esse jogo também é (não tão) secretamente uma carta de amor para diversos jogos retrô icônicos. The Bunny Graveyard só começa a engrenar depois da primeira seção de mundo aberto com minijogos bobos. Você entrará em um ringue de luta clandestino que é essencialmente Punch-Out!!, pescará em uma homenagem a Ecco The Dolphin e participará de sequências furtivas aterrorizantes que parecem os jogos originais de Metal Gear.

Acho importante observar que The Bunny Graveyard, que tem cerca de duas horas de duração, é apenas o primeiro capítulo de uma história em andamento. Não quero dar muitos spoilers, mas há alguns mistérios que ficaram sem resposta no final, o que deixa espaço para capítulos futuros.

Quando analiso os jogos de terror contemporâneos, acredito que o designer deve enfatizar a história e o mistério para conseguir algum tipo de longevidade. Em The Bunny Graveyard você fica tentando adivinhar o que virá em seguida, e suas respostas aparentes são bastante surpreendentes. Ele deu passos para se tornar uma ótima série de jogos para a elaboração de teorias e para fãs de jogos do passado.

Em suma, The Bunny Graveyard oferece alguns sustos, conta uma história divertida, porém assustadora, com visuais bonitos, e fala com jogadores da antiga como eu. Vale a pena dar uma olhada.

The Bunny Graveyard está disponível na Epic Games Store.