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The Lord of the Rings: Return to Moria é uma típica aventura anã com história, exploração e criação

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Laura Kate Dale
23 de ago. de 2023

Na teoria, podemos descrever The Lord of the Rings: Return to Moria como um jogo de criação e sobrevivência, mas, na realidade, essa descrição não captura a real magia que torna essa aventura dos Anões do Tolkien tão única.

Na gamescom 2023, pudemos assistir a meia hora de jogo de Return to Moria como parte de uma demo gravada exclusiva e conversar com a equipe de desenvolvedores. Pelo que a prévia mostrou, vimos um peso narrativo muito maior do que vários outros jogos do mesmo gênero.

O jogo começa com a personalização de personagem e, apesar do seu Anão protagonista não ser rotulado explicitamente como homem ou mulher, você pode personalizar sua aparência dentro do espectro de cada gênero, incluindo acesso total às opções de barba, mesmo que seu personagem tenha uma aparência mais feminina, por exemplo.

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O foco de Return to Moria é desbravar as profundezas de Moria, enfrentando grupos de orcs, extraindo materiais de minas, fabricando ferramentas e equipamentos úteis para a sua jornada e explorando um mapa gerado de forma procedural. Embora o ambiente seja composto por áreas criadas pelos desenvolvedores, elas são agrupadas aleatoriamente e separadas por paredes de pedra. Isso significa que derrubar uma parede frequentemente levará você a um lugar único, além de assegurar que os jogadores que entrarem no seu jogo no multijogador não saibam onde estão logo de cara, mantendo vivo o senso de exploração.

A demo que vimos se passava em uma partida com 30 horas de jogo em Return to Moria, situada em regiões profundas de Moria extremamente importantes para a narrativa principal de Senhor dos Anéis. Os desenvolvedores construíram uma base principal impressionante, que eles disseram ter dado muito trabalho para criar. Return to Moria apresenta um sistema de estabilidade, que só permite a fabricação de projetos detalhados se forem construídos com bons alicerces e materiais de qualidade. Você não poderá construir uma ponte reta diretamente sobre um despenhadeiro enorme para atravessá-lo, ignorando as leis da física, sem que ela colapse. Mas se você construir uma estrutura apropriada, poderá criar uma ponte com o tempo, que servirá de atalho na próxima vez que você passar por aquela área. O sistema agrega um nível de complexidade à fabricação, o que é um diferencial entre os outros títulos de criação e sobrevivência.

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O combate é em terceira pessoa, vendo os jogadores desviando dos ataques inimigos, retaliando com golpes de proximidade e à distância. Os confrontos mostrados na demo pareciam se concentrar em oprimir o jogador com um grande número de inimigos atacando ao mesmo tempo, especialmente quando o jogador faz muito barulho durante sua jornada e atrai uma horda. Embora esses confrontos tenham sido mais sobre mostrar os combates e como ficar de olho nos arredores, também vimos uma luta muito mais interessante com um troll, situada durante o dia, o que facilita muito ao atrair o troll para a luz do sol, transformando-o em pedra e extraindo recursos dele depois. 

Enquanto os jogadores precisam defender suas bases dos ocasionais cercos inimigos aleatórios, alguns detalhes muito divertidos mostram um amor pela obra original de Senhor dos Anéis , como a possibilidade de receber melhorias de ataque ao empilhar ouro na sua base, resultando num desejo maior dos anões de proteger seu território, ou obter algum bônus de vantagem ao usar cerveja fabricada na base. Esses detalhes diferenciam o jogo e recompensam os fãs pelo seu conhecimento prévio daquele mundo.

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Os desenvolvedores confirmaram que a história deve ser um elemento constante na experiência desde o primeiro momento, e isso já é mostrado no pouco que foi visto. Por vezes, o enredo foi apresentado quando o jogador se deparou com regiões importantes para a história principal de Senhor dos Anéis, usando o ambiente para contar narrativas e tornar o simples ato de virar numa esquina uma experiência marcante e significativa.

O modo multijogador aceitará até oito jogadores, e mesmo gostando muito da ideia de me deparar com os locais da história na companhia de outros jogadores, os desenvolvedores enfatizaram que os recursos serão mais escassos com quantidades maiores de jogadores, pois eles não aumentam com base no número de pessoas, criando assim um tipo de desafio bem diferente para os jogadores.

Como alguém que, na teoria, ama jogos de criação e sobrevivência, mas que frequentemente os abandona devido a uma falta de direção, o jeito como Return to Moria torna fácil seguir os objetivos da história sem sacrificar os aspectos de livre exploração do gênero é realmente empolgante, e algo que mal podemos esperar para ver mais.

A compra antecipada de The Lord of the Rings: Return to Moria já está disponível na Epic Games Store. O jogo será lançado na Epic Games Store em 24 de outubro.