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The Messenger é a obra-prima que desafia as classificações de gênero que você queria

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Steven T. Wright
20 de nov. de 2023

Desde os primórdios dos videogames, eles sempre surpreenderam e desconcertaram os jogadores ao brincar com suas expectativas. Sejam as zonas de teletransporte ocultas da série Mario, a banheira bizarra de ToeJam & Earl ou um desenvolvedor que escondeu suas iniciais em diversos clássicos retrô, como Adventure, segredos e reviravoltas inesperadas fazem parte dos jogos. No entanto, só existem alguns jogos que conseguem combinar uma sensação constante de nostalgia e descoberta com uma mecânica precisa que também seja divertida e satisfatória mesmo após 20 horas jogando. O jogo The Messenger da Sabotage Studios é um desses raros exemplos.

À primeira vista, The Messenger é uma homenagem direta aos jogos de plataforma de 8 bits clássicos, principalmente a série Ninja Gaiden. Logo no início, a aldeia do seu ninja humilde é atacada por demônios malignos, e você recebe a missão de levar um pergaminho até o topo de uma montanha. No estilo NES clássico, você corre para a direita, saltando sobre poços sem fundo e derrotando esqueletos, demônios e chefes imponentes com uma chuva de shurikens. Porém, à medida que você vai passando de fase, as coisas começam a ficar meio estranhas; quando o seu amigo, um comerciante misterioso, começa a falar com você sobre rasgos no tempo, a verdadeira natureza do jogo começa a se revelar.

Depois da sequência inicial de fases estilo 8 bits, que culmina em uma torre com vários desafios muito mais complexos do que tudo o que você já havia visto até esse ponto, algo dá errado de forma hilária, cabendo ao seu ninja salvar o mundo por conta própria. É aí que The Messenger muda de um jogo de plataforma de ação retrô para uma espécie de Metroidvania simplificada. O seu ninja desenvolve a capacidade de navegar através de portais pelo passado e pelo futuro, representados neste caso pelos estilos de 8 e 16 bits. Esses portais, além de mudar a configuração de cada fase, também mudam a trilha sonora das melodias viciantes em 8 bits para o rugido sombrio e polifônico do Mega Drive. Embora o efeito seja muito impressionante, a trilha sonora não necessariamente precisa dessa ajuda, pois você ainda estará cantarolando as músicas do jogo muito tempo depois de zerá-lo.
The Messenger
Apesar de The Messenger mudar mais ou menos na metade do jogo, não se deixe enganar pela influência Metroidvania, pois continuamos falando de um jogo de plataforma do início ao fim. Embora alguns dos chefes do jogo lutem bem, boa parte do desafio resume-se a navegar por diversas partes difíceis de atravessar (principalmente quando o seu ninja ganha acesso ao Dardo com Corda, que é basicamente um gancho com corrente mais sofisticado.) Na parte final do jogo, você volta às fases anteriores para procurar os itens que supostamente precisa para derrotar os grandes vilões de uma vez por todas. Na minha opinião, esses trechos atingem o equilíbrio perfeito entre simplesmente explorar e realmente ter que pensar sobre a configuração de cada zona para conseguir passar de fase.

The Messenger tem muitos pontos positivos, mas talvez o principal deles seja o charme irresistível do jogo. Das conversas bizarras com o comerciante ao método louco e inusitado de criação de mundo que quebra a quarta parede, o jogo é uma brincadeira que nunca se leva muito a sério. Porém, por baixo do véu de absurdos está um jogo divertidíssimo, com fases bem projetadas, uma arte linda em pixels e uma curva de dificuldade fantástica. Se estiver procurando um jogo vintage nostálgico que se aproxime bem dos verdadeiros clássicos em vez de só copiar uma ideia ou outra do passado, The Messenger é a pedida certa para você.

The Messenger está disponível na Epic Games Store.