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Trails Through Daybreak II traz combate aprimorado, mais perspectivas e pesca

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Alan Wen
5 de nov. de 2024

Quando uma série de JRPG existe há tanto tempo quanto Trails, uma subsérie da ainda mais duradoura The Legend of Heroes, pode ser intimidador para os novos jogadores descobrirem por onde começar. Felizmente, um novo arco começou no início deste ano, dando continuidade ao seu próximo capítulo quando a versão em inglês de The Legend of Heroes: Trails Through Daybreak II for lançada no início de 2025.

Trata-se de uma sequência direta de The Legend of Heroes: Trails Through Daybreak, que o produtor do jogo e presidente da desenvolvedora Falcom, Toshihiro Kondo, ainda aconselharia os novos jogadores a jogarem primeiro, mesmo que não tenha terminado em um gancho, como foi o caso nos arcos anteriores. "Um dos aspectos mais legais é ver esses personagens que você conheceu e todos os avanços que fizeram como pessoas no primeiro jogo, e depois ver isso refletido no segundo jogo", disse ele em uma entrevista à Epic Games Store. 

Ainda assim, ter só um jogo para acompanhar é sem dúvida mais fácil do que 10. O primeiro Daybreak foi uma porta de entrada bem acessível, em que seu cenário, a República de Calvard, espelha as sociedades ocidentais multiculturais e as tensões sociopolíticas que podem surgir delas. De certa forma, o momento não poderia ter sido mais propício, já que o público da Falcom fora do Japão vem crescendo nos últimos anos graças aos grandes esforços de localização da NIS America, a publicadora parceira.
Daybreak: Captura de tela de alta resolução 9
Situado em uma nação até então inexplorada no continente de Zemuria, o Daybreak também se concentrou em novos personagens, mantendo uma quantia mínima de referências a personagens de jogos anteriores. O novo protagonista, Van Arkride, por sua vez, foi inovador em relação aos protagonistas anteriores, que poderiam ser descritos como adolescentes idealistas lutando como "aliados da justiça". "A ocupação de Van como spriggan permite que ele trabalhe em vários setores da sociedade, seja no lado bom ou no ruim" explica Kondo. "Isso faz dele um novo personagem principal muito singular da série, e eu me agrada muito esse aspecto dele."

Daybreak II continua a estrutura de seu antecessor, no qual você aceitará várias tarefas pela cidade, desde exterminar monstros até lidar com assuntos delicados com sigilo. Cada pedido adiciona pontos a um sistema de moralidade entre três alinhamentos: lei (o bom), caos (o ruim) e o cinza. Também não é possível atingir o máximo de todos os três em uma única jogada, o que incentiva a repetição. Mas não se trata apenas de uma continuação do arco de Calvard, mesmo que a rica construção do mundo e as histórias centradas nos personagens sejam o que os fãs da Falcom esperam de um jogo Trails. Além disso, você terá muito mais coisas a fazer do que nunca.

Para começar, temos um número maior de personagens, uma mistura de carinhas conhecidas do Arkride Solutions Office e personagens de jogos Trails anteriores, incluindo a dupla de assassinos Swin e Nadia. Mas como o Daybreak II se passa alguns meses após o jogo anterior, os companheiros de Van também estão em aventuras próprias, o que significa que você passará algum tempo reunindo o grupo de novo e em uma ordem diferente. Por exemplo, onde o Daybreak original começou com a estudante Agnès batendo na porta do escritório de Van, desta vez é sua amiga de infância Elaine que quer que ele investigue assassinatos misteriosos, supostamente obra de uma ameaça conhecida como Crimson Grendel.

Com mais personagens jogáveis, a história de Daybreak II também será composta por várias linhas do tempo e composições de grupos, para que você não fique limitado à perspectiva de Van. Mas se isso soa como se você só pudesse passar tempo com seus personagens favoritos durante capítulos específicos da história, existe também a Märchen Garten, uma masmorra infinita opcional onde é possível montar um grupo com os personagens desejados. "Os jogos Trails têm muitos personagens bacanas. A masmorra permite que os jogadores explorem e usem mais seus personagens favoritos", explica Kondo.
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Esses dois elementos foram de fato introduzidos em Trails from Reverie. Mas, como esse jogo serviu como um epílogo de longa duração para os arcos Crossbell e Erebonia que vieram antes, é sensato reintroduzir esses recursos de jogabilidade em outro título que não exija tanta leitura obrigatória.

O combate em Daybreak foi uma mudança radical, com um sistema híbrido que permite aos jogadores alternar entre ação em tempo real e combate por turnos, inclusive durante o mesmo confronto. Se o lado da ação pareceu um pouco simplista em comparação com a série Ys da Falcom, Kondo admite que ter tantos personagens jogáveis (que também podem ser controlados por outros) significa que "não podemos nos aprofundar tanto nos conjuntos de movimentos dos personagens individualmente".

Ao jogar um capítulo inicial, bem como a Märchen Garten, pude sentir como o combate de ação é muito mais inteligente na sequência, apenas por ter mais opções. Em vez de só cair na pancadaria, também é possível lançar feitiços de magia de longo alcance, conhecidos como Quick Arts (Artes Velozes). Para usá-las, é necessário carregar um botão e pontos de energia (EP). Embora seja um excelente acréscimo, tome cuidado para não usar as artes em excesso.

Ainda que você possa alternar entre os membros do grupo durante o combate em tempo real, Daybreak II tem um truque mais legal na manga. Anteriormente, uma esquiva perfeita enchia uma barra usada para desferir um ataque de investida potente para atordoar os inimigos, mas agora você também recebe um aviso que não só permite trocar os membros do grupo como também marcá-los com um ataque de investida. No geral, parece um sistema de ação mais dinâmico e envolvente. Até mesmo para os mais conservadores, que preferem o combate por turnos, esta edição também reformulou a interface do usuário para facilitar a identificação da ordem dos turnos.

Talvez o novo recurso mais bem-vindo, que não existia no Daybreak original, seja a inclusão de minijogos. O mais importante deles que pude testar é a pesca, que é um elemento básico de muitos JRPGs clássicos. Em comparação com os jogos anteriores, existe muita flexibilidade, pois não precisei ir a um local fixo de pesca, mas pude lançar a linha de praticamente qualquer lugar ao longo do canal, desde que não houvesse nenhuma grade alta atrapalhando. Além disso, Daybreak II também promete outras atividades, incluindo um minijogo de cyberhacking, um jogo de cartas, basquete e muito mais.
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Por mais bem-vindas que sejam essas atividades, que sempre acrescentam mais estilo a qualquer mundo de RPG, você ainda pode contar com o Trails Through Daybreak II para fornecer muitas histórias e bastidores dos personagens, especialmente por meio dos Connected Events (Eventos Conectados), seja para saber mais sobre seus personagens favoritos ou para descobrir tudo em jogadas subsequentes. São todos esses diálogos extras que fazem com que a localização desses jogos demande mais tempo e esforço, mas, considerando que é por isso que a série é vista com tanto carinho pelos fãs, vale a pena esperar.

The Legend of Heroes: Trails Through Daybreak II será lançado em 14 de fevereiro de 2025, e você já pode adicioná-lo à Lista de Desejos na Epic Games Store. Se você ainda não conhece a série, também pode adquirir The Legend of Heroes: Trails Through Daybreak agorinha mesmo.