
Novidades
Warhammer 40K: Dark Heresy coloca você nas botas espaciais de um Inquisidor Imperial pronto para botar a mão na massa
A
Alyssa Mercante
Dark Heresy traz a promessa de um RPG profundo e complexo, que possibilitará a você definir os próprios limites morais, constantemente repensando eles a cada passo da jornada. Você não está no Calixis Sector para corrigir injustiças ou ajudar cidadãos necessitados. A sua missão é garantir que ninguém faça nada fora do interesse do Imperium, ou sem autorização dele.
Durante a demo sem interação, Shestov nos leva para um trecho cerca de 15 horas após o início do jogo, nos níveis inferiores de uma cidade-colmeia, cercada por um mar de detritos tóxicos. Aqui embaixo, encontramos drogas, criminalidade, mutantes e a presença constante da morte. Há um assassino à solta, e a nossa missão é descobrir os motivos dele. "Não é porque nos importamos", diz Shestov. "É porque alguém está agindo sem a autorização do Imperium."
Enquanto guia a equipe pelo local, Shestov destaca com orgulho detalhes visuais, como uma parede pintada com rostos de desaparecidos, um homem mergulhando voluntariamente em um poço de líquido tóxico e uma breve cena ao escolher "examinar" uma perfuradora gigante.
"Tenho orgulho de tudo", ele sorri. Em Dark Heresy, a Owlcat aprimorou os visuais "em todos os aspectos possíveis", o que exigiu mudanças drásticas na linha de produção interna deles, já que não puderam reutilizar os ativos dos jogos anteriores. Dark Heresy não é uma sequência de Rogue Trader, mas sim uma história totalmente nova.
E, nesta história, a Owlcat quer focar em investigação e pesquisa. Afinal, como Inquisidor, a sua palavra é lei, e se você for chamado para investigar mineradores mortos ou suprimentos desaparecidos, seria bom você fazer a apuração completa dos fatos para tomar uma decisão bem fundamentada, certo?
Shestov nos mostra como você investigará os casos em Dark Heresy, procurando pistas e consultando a sua equipe, com cada membro contribuindo com diferentes áreas de conhecimento. Um especialista em armas pode dizer se o corpo dilacerado no piso de metal coberto de sangue foi partido ao meio por um laser, enquanto o médico fornece indícios sobre quando isso ocorreu.
Ícones de olho indicam os objetivos de cada investigação, enquanto um diário ajuda a acompanhá-los e fazer pesquisas adicionais quando necessário. Durante a demo sem interação, acompanhamos uma investigação requisitada pela Inquisidora Millicentilia, que busca entender por que a equipe de escavação dela desapareceu. A equipe inspeciona o local onde eles foram vistos pela última vez, investiga cada objetivo e tira conclusões antes de falar com Millicentilia, que contesta certas observações, mas concorda com outras.

"Normalmente, em um jogo de detetive, as pessoas se perguntam: o que a equipe de desenvolvimento quer de mim?", diz Shestov. Diferente de outros títulos, em Warhammer 40K: Dark Heresy, não há resposta "certa" ou "errada" nas investigações, tampouco um roteirista te empurrando para um caminho específico. Shestov explica: "A dedução acontece na cabeça de quem joga." Essa investigação nos levou a uma masmorra onde os trabalhadores eram mantidos prisioneiros, passando de maneira natural para um combate baseado em turnos.
"Esse aqui é o meu bebê", brinca Shestov ao selecionar um Ogryn gigante (um humano mutante de tamanho anormal) do grupo e enviá-lo para o lugar onde estavam os prisioneiros. "Tenho certeza de que ele não vai morrer."
O que se segue é um longo combate baseado em turnos com algumas novidades, como as habilidades de concentração. "Normalmente, cRPGs não têm um atirador de elite capaz de matar você com um único disparo", afirma Shestov. Mas, em Dark Heresy, certos inimigos sinalizam uma "habilidade de concentração", seja um arremesso de granada ou um ataque poderoso, indicado por uma linha azul arqueada. “É um aviso de 'Eu vou te matar se você não reagir'", explica Shestov. É preciso quebrar a concentração desse inimigo antes que o tempo se esgote, seja causando dano suficiente ou desmoralizando ele até que duvide de si. Do contrário, será o seu fim.
À medida que a batalha se desenrola diante de nós, o Ogryn se torna um escudo humano para os prisioneiros, protegendo todos do fogo inimigo. Shestov sorri. Fica claro que ele mandou o Ogryn exatamente para isso: absorver todas as balas enquanto o restante da equipe avança atrás dele.

Ele demonstra a habilidade de "ataque preciso", que possibilita mirar em partes específicas do inimigo (na cabeça, braços, pernas ou coração do inimigo), alterando drasticamente o resultado do confronto. Atirar na cabeça impede o inimigo de usar habilidades, mirar nos braços neutraliza as armas e mirar nas pernas causa imobilização.
O time da Owlcat também se orgulha muito do novo sistema de moral de Warhammer 40K: Dark Heresy, que, se bem utilizado, pode aterrorizar os inimigos até fazê-los se render. Ao elevar a moral a um nível alto, como ao eliminar o líder de uma facção inimiga, o restante dos inimigos pode acabar desistindo do combate. "Não são muitos os jogos que cortam o tempo de jogo", brinca Shestov. "Mas é como no xadrez: se você já ganhou, pra que continuar?"
Warhammer 40K: Dark Heresy surge como o novo jogo que amplia o já notável catálogo de RPGs da Owlcat Games. É familiar e, ao mesmo tempo, inédito. Extenso, mas focado. E tão sombrio e pesado quanto se espera de um jogo ambientado no universo de Warhammer.
Ainda não temos uma data de lançamento definida, mas você já pode adicioná-lo à sua Lista de Desejos na Epic Games Store.