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Wizordum é um FPS delicioso ao estilo dos anos 90 que te permite criar os teus próprios níveis

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Alyssa Mercante
26 de ago. de 2025
Iniciar o Wizordum é como entrar numa máquina do tempo. Após escolher entre o clérigo e a feiticeira (há mais classes a caminho em breve, garante-me o programador Primož Vovk), sou transportada para um mundo radiante em arte de píxeis, que faz lembrar o Doom ou o Hexen. Ainda assim, o céu é de um azul impossível, a relva é verde e as cores abundam: não é um mundo extremamente sombrio, mas há algo de errado nesta terra. 

Um corpo jaz ali perto, com uma poça irregular de sangue que se espalha. Golpeio-o com a minha arma branca e recolho o seu saque. O único programador da Emberheart Games, o esloveno Primož Vovk, conta que só se podia esmagar cadáveres na versão de acesso antecipado do Wizordum (que tem encantado os jogadores desde novembro de 2023). "O feedback dos jogadores era do tipo: 'Ei, podemos simplesmente saqueá-los?'", diz ele a rir. 

A narrativa do Wizordum está repleta de fantasia: quebra-se um selo ancestral, libertando o Caos, e tu és um dos últimos magos de Wizordum, incumbido de encontrar a origem de toda esta confusão. Começas no exterior de um castelo ao estilo medieval, mas à medida que avanças no jogo vais lutar num bioma invernoso, em terras inundadas de lava e até numa floresta mágica. E ao longo de tudo isso, terás de abrir caminho contra ogres e goblins, armado primeiro com uma maça, mas mais tarde com armas de projéteis bem fixes, como um cajado que dispara gelo (que podes estilhaçar para destruir inimigos) e anéis que te permitem lançar fogo das duas mãos. 
Wizordum 1o83w
O ritmo é rápido e relativamente simples, pensado para speed-running e para a descoberta de segredos. Vovk diz-me que há mais de 200 segredos escondidos no Wizordum e, embora haja certamente muito para descobrir e fazer, o objetivo é que os jogadores consigam retomar o jogo facilmente, mesmo após algum tempo afastados. Vovk menciona um título recente de Doom, recordando como se afastou dele por um tempo e depois teve dificuldade em lembrar-se de como jogá-lo. Não gostou dessa experiência e foi por isso que se certificou de que o Wizordum fosse "bastante casual".

Casual é mesmo a palavra certa: embora eu escolha as feiticeiras e rapidamente perceba que o mundo passa veloz à minha volta enquanto o exploro, nunca me sinto sobrecarregada. Os inimigos são fáceis de identificar e fáceis de eliminar, e os mapas, apesar de conterem tesouros escondidos, são simples de navegar. Se perder alguma coisa, posso facilmente voltar atrás. Se dobro uma esquina e começo a sofrer danos, é fácil virar-me de repente para despachar um ogre que me esteja a lançar bolas de fogo. 

O Wizordum tem um ritmo acelerado e está carregado de artigos para apanhar, inimigos para enfrentar e segredos para descobrir e é um verdadeiro testemunho das competências de Vovk no design de jogos o facto de tudo isto ser fácil de gerir do início ao fim. Mesmo com apenas alguns minutos de jogo prático, é fácil perceber como o Wizordum te pode prender o suficiente para te agarrar, mas não tanto que não consigas pousá-lo e ir jantar.
Wizordum Xnp9z
Mas talvez o aspeto mais fixe do jogo da Emberheart seja o editor de níveis integrado, que é a mesma funcionalidade que Vovk usou para criar os mapas do jogo. No PC, os jogadores podem usá-lo para criar os seus próprios desafios de speed-running e transferi-los imediatamente para o jogo, para que outros os possam testar (quando o Wizordum chegar às consolas, trará consigo os níveis criados pelos fãs, mas não o editor em si). Eles podem escolher onde o jogador começa e termina o nível, colocar inimigos e artigos ao longo do percurso e adicionar elementos divertidos, como névoa, partículas de poeira e paredes falsas que se abrem para áreas secretas.

O editor de níveis parece um beijo de batom no final de uma carta de amor aos títulos FPS dos anos 90. "Já não há jogos que venham com editor de níveis", sublinha Vovk. Sem surpresa, o apelo nostálgico do Wizordum, aliado à inclusão de um editor de níveis à moda antiga (a fazer lembrar jogos como Duke Nukem 3D), tornou esta funcionalidade extremamente popular. Os jogadores adoram-no: Vovk conta-me que um jogador gostou tanto dele que passou mais de 600 horas no editor de níveis. As suas criações eram tão impressionantes que a Emberheart e a Apogee o contrataram para criar um nível secreto no jogo. 
Banner do Gamescom com logótipo
Após anos em acesso antecipado, o Wizordum vai chegar às consolas e à Epic Games Store, trazendo consigo toda a diversão nostálgica dos anos 90 e níveis peculiares criados pelos fãs. Se quiseres criar os teus próprios níveis, lembra-te de que precisas de jogar no PC para teres essa funcionalidade. Se achas divertido congelar ogres para torná-los pequenos gelados feiosos e estilhaçá-los com um gesto de feiticeiro, o Wizordum está à tua espera.