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Relembrando da história de Death Stranding antes do lançamento de Death Stranding 2 no PC

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Dave Tach
2 de mar. de 2026
Sam Porter Bridges retorna ao PC em Death Stranding 2: On the Beach, que chega à Epic Games Store em 19 de março de 2026. 

Antes de você e Sam voltarem a trilhar as terras dos vivos e dos mortos, vale a pena revisitar o Death Stranding original. Se você já jogou um jogo de Hideo Kojima, sabe que as histórias dele são como pratos de espaguete, com narrativas complexas e cheias de reviravoltas. 

Então, vamos nos preparar para Death Stranding 2 recapitulando a história do Death Stranding original e desvendando tudo: as pessoas que ele encontra pelo caminho, a jornada que ele faz e a filosofia que sustenta toda a franquia. 

É óbvio que esta história contém muitos spoilers de Death Stranding
 

As pessoas no fim do mundo 


No início de Death Stranding, o mundo como o conhecemos chegou ao fim.

Em uma série de eventos contínuos, conhecidos como Death Stranding, os mortos cruzaram de volta para a terra dos vivos. Aqueles que retornam são chamados de Entidades Devastadoras (Beached Things), ou EDs, para abreviar. Pelo que se sabe, cada um deles vem de uma praia (beach), o espaço pessoal de limbo pós-vida de cada um. Novas EDs se formam quando as pessoas morrem, a menos que os restos delas sejam cremados primeiro. 

Essas massas de partículas em formas humanoides que flutuam sobre a terra com cordões umbilicais pendurados são assustadoras, mas não só isso. Elas também são extremamente destrutivas. Quando os vivos entram em contato com uma ED, isso ocasiona um esvaziamento, uma explosão de proporções quase nucleares que deixa uma cratera gigantesca para trás.
Junto com o Death Stranding, um tipo estranho de precipitação chamada Chuva Temporal começou a cair dos céus, e tudo e todos que ela tocava envelheciam rapidamente. As pessoas ficaram instantaneamente velhas. Edifícios e infraestruturas enferrujaram e desabaram. A Chuva Temporal envelheceu o mundo, enquanto os EDs pairavam na chuva mortal, e o mundo foi preenchido com manchas de uma estranha matéria dourada chamada quirálio (chiralium). 

O que restou da humanidade reagiu insulando-se no que restava das cidades (as cidades-nó), isolando-se dos outros. Viagens acabaram. O contato pessoal acabou. O isolamento alimentado pelo medo se normalizou, e os laços entre a humanidade ruíram. 

A vida estava à beira da extinção por isolamento, e um grupo solitário de pessoas chamado Entregadores vagava pelo ermo, operando como uma espécie de serviço postal apocalíptico, fazendo entregas para o que restava da civilização humana. 

Para evitar a queda da humanidade, a presidente dos EUA Bridget Strand (Lindsay Wagner | Emily O'Brien) fundou uma organização chamada Bridges. A ideia dela era simples: reconectar seus Estados Unidos divididos e reacender o futuro da humanidade por meio dessa conexão. 
Recapitulação da História de Death Stranding no PC 8
A presidente Strand não viveu para ver seu plano cumprido, mas seu filho adotivo, Sam Porter Bridges (Norman Reedus), assumiu a responsabilidade. Ele é um herói improvável e relutante, rude, antissocial, desconfortável com o toque humano. Ele também é um repatriado, o que significa que ele tem a estranha habilidade de retornar à sua forma humana após a morte. Sam pode não ser o ideal, mas ele é a única esperança da humanidade.

Com seu dispositivo Q-pid e seu fiel companheiro, o Bebê de Proveta (Bridge Baby) Lou, preso ao peito, Sam embarca em uma aventura que se estende pela América do Norte, conectando gradualmente suas ilhas de sobreviventes isolados à rede quiral. Os Estados Unidos da América podem ter desaparecido, mas em seu lugar surgiram as Cidades Unidas da América, as CUA. Além disso, Sam tinha que resgatar a filha da presidente Strand, Amelie (que se parece muito com a mãe dela), de uma organização terrorista conhecida como Homo Demens.

Sam nunca estava sozinho em sua jornada solitária. Como mencionado, o que mais estava próximo dele era um Bebê de Proveta, ou BB, uma criança presa ao peito dele. A Bridges usava esses bebês como ferramentas descartáveis. Eles permitem que pessoas como Sam sintam quando há EDs por perto. Mas o laço entre Sam e Lou (um nome que Sam deu ao BB) os transforma em uma família improvável. 
Recapitulação da História de Death Stranding no PC
A equipe improvisada de reconstrutores de Sam inclui o amigo íntimo da presidente Strand, Die-Hardman (Tommie Earl Jenkins), o diretor da Bridges. Também tem o Deadman (Guillermo del Toro | Jesse Corti), um ex-legista, um bebê de proveta e um homem que recebeu vários transplantes de órgãos. 

Duas irmãs gêmeas idênticas, Mama e Lockne (Margaret Qualley), criaram o dispositivo Q-pid que impulsionou a expansão da rede quiral e conectou a humanidade. Quando Death Stranding começa, elas estão separadas. Mas, assim como tantos outros, o arco delas é de reconexão. Na verdade, quando o jogo termina, as almas de ambas as gêmeas habitam um único corpo.

Heartman, o amigo de Sam (Nicolas Winding Refn | Darren Jacobs), morre a cada 21 minutos, permanece morto por três minutos enquanto sua alma viaja para a Praia, e então retorna à vida. Isso o torna um grande especialista na Praia e no Death Stranding. Ele compartilha esse conhecimento com Sam.
Recapitulação da História de Death Stranding no PC 6
Fragile (Léa Seydoux) comanda uma espécie de versão privada da Bridges chamada Fragile Express. Ela costumava trabalhar com um cara chamado Higgs, que é terrível e a torturou com a Chuva Temporal. No início de Death Stranding, ela está atrás de vingança, mas sua sede de sangue diminui, em parte devido à conexão que ela faz com Sam.
 

A jornada através do fim do mundo


Sam tinha o apoio de uma equipe, mas ele era responsável pelo trabalho braçal. 

Seu propósito fundamental é viajar pelo deserto pós-apocalíptico, passo após passo, reconectando os remanescentes isolados da humanidade e lutando quando necessário. 

Grande parte de Death Stranding se passa enquanto Sam viaja de leste a oeste pelos Estados Unidos, primeiro a pé e depois com veículos. 
Recapitulação da História de Death Stranding no PC 2
É um jogo sobre reconectar uma versão pós-apocalíptica da humanidade que não está interessada em conexões (oferecendo cordas, por assim dizer), e as pessoas que ele encontra pelo caminho são difíceis de convencer. Um a um, Sam os convence a se juntar à rede quiral.

Sam escala montanhas, atravessa vastas paisagens, mantém o equilíbrio e encontra os sobreviventes, entregando cargas para e entre eles. Sam luta contra os EDs, desvia de saqueadores chamados Mulas, e acaba em rota de colisão com Higgs Monaghan (Troy Baker), antigo aliado de Fragile e líder da organização terrorista Homo Demens, que mantém Amelie cativa. Higgs está convencido de que a extinção é a melhor coisa para a humanidade, e Sam é o maior obstáculo para seu sonho apocalíptico.

Ao longo da jornada de Sam, ele é atormentado por memórias aparentemente aleatórias de um homem chamado Clifford Unger (Mads Mikkelsen). Muitas dessas memórias em flashes são sobre Unger, sua esposa e um bebê. Sam descobre que é filho de Unger. E, de fato, Sam já foi um BB, assim como Lou. 

Sam completa a rede quiral, um nó por vez, e constrói uma ponte para o futuro da humanidade — ou assim parece. Na verdade, Sam descobre que Amelie estava por trás do Death Stranding. Ela foi criada para causar uma extinção em massa, é a verdadeira líder da Homo Demens, e a rede quiral foi sua ferramenta para causar o Last Stranding, o fim da vida na Terra. 
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Por mais difícil que fosse essa revelação, Sam concluiu sua missão original, derrotou Higgs e decidiu não permitir que o Last Stranding acontecesse. A missão final que Sam realizou foi salvar Lou e removê-lo de sua cápsula. Então, o pai e sua filha adotiva (surpresa: Lou é Louise) desapareceram em um futuro esperançoso e solitário. 
 

A filosofia no fim do mundo


Um homem de 62 anos olha por um buraco na parede para um monte de sucata, procurando crianças que matavam insetos e pássaros, que quebravam brinquedos e se esgueiravam em um cemitério de corpos de metal, enquanto ele fantasia sobre atirar algo nelas. 

Assim começa a história surreal de Kobo Abe, Nawa ou "A Corda". E uma citação daquela mesma história é como Death Stranding começa. 

"A 'corda', junto com o 'pau', são duas das ferramentas mais antigas da humanidade", diz a citação. "O pau para manter o mal afastado, a corda usada para trazer o bem para perto de nós. Eles foram nossos primeiros amigos, de nossa própria invenção. Onde quer que houvesse pessoas, lá estavam a corda e o pau."

Abe é uma inspiração para Kojima há muito tempo, e ele tornou a conexão explícita anos antes de os jogadores verem essa citação em Death Stranding. 

"Neste conto", Kojima disse à IGN em 2016, três anos antes do lançamento de Death Stranding, "Abe afirma que a primeira ferramenta que a humanidade criou é um pau. Ele afirma que o pau é a primeira ferramenta que a humanidade criou para colocar distância entre si e as coisas ruins, para se proteger. Ele afirma que a segunda ferramenta que a humanidade criou é uma corda. Uma corda é uma ferramenta usada para prender coisas que são importantes para você."

"A maioria das ferramentas em jogos de ação são paus. Você soca, ou atira, ou chuta. A comunicação é sempre através desses 'paus'. Em [Death Stranding], eu quero que as pessoas estejam conectadas não por paus, mas por algo que seria o equivalente a cordas... mas é claro que você também poderá usar os paus."

Muita coisa permanece a mesma em Death Stranding 2: On the Beach. É uma franquia que se sente mais à vontade quando seus jogadores unem as coisas. Seu protagonista é a personificação desse tema central, sobre o qual Kojima tem falado há uma década ou mais. 

Você pode retomar a jornada de Sam Porter Bridges em Death Stranding 2: On the Beach na Epic Games Store, com lançamento em 19 de março.