
Cinco fases que mostram por que o Titanfall 2 é um dos melhores jogos de tiro já feitos

A série Titanfall pode ter começado como uma experiência multijogador, com batalhas em duas camadas que envolviam pilotos humanos ágeis e máquinas altamente armadas, mas é a campanha de um jogador da sequência que representa o auge da série. Longe de ser uma consideração secundária ou uma obrigação, a campanha do Titanfall 2 inclui um dos designs de jogos de tiro em primeira pessoa de um jogador mais criativos e empolgantes vistos na última década.
O segredo da genialidade da campanha é a forma com a qual as missões foram elaboradas. Embora a campanha do Titanfall 2 também inclua os combates em duas camadas que aparecem na versão multijogador, cada cenário brinca com os movimentos e combates do jogo de formas diferentes.
De uma fase inteira que se move sob os pés do jogador a outra que brinca com o conceito de tempo, a campanha apresenta ideias que, muitas vezes, poderiam servir de base para jogos inteiros. Resumimos abaixo as cinco missões que concretizam o status do Titanfall 2 como um dos melhores jogos de tiro já feitos.

Jornada ao Abismo
A primeira alteração considerável do gênero de tiro em corredores do Titanfall 2 é uma fase que constrói esses corredores ao redor do jogador durante o jogo. O piloto Jack Cooper e seu Titan BT-7274 sobrevoam o planeta Typhon, tentando achar um atalho para acessar uma fábrica subterrânea conhecida como World Foundry (Fundição Mundial). Quando o BT é abduzido pelo operador da Fundição, Cooper precisa navegar pela fábrica para resgatá-lo.
A fase "Jornada ao Abismo" é o primeiro teste real das suas habilidades de movimentação como piloto. Quando atinge esta parte do jogo, você já se acostumou com os saltos entre plataformas e corridas pelas paredes. Porém, a fase "Jornada ao Abismo" desafia o jogador a mover-se entre plataformas móveis, entrando e saindo de uma linha de montagem gigantesca projetada para produzir casas pré-fabricadas.
À medida que salta entre os mecanismos, você precisa evitar prensas esmagadoras que imprimem grama artificial em placas de concreto e cronometrar os seus saltos com precisão, enquanto os braços mecânicos giram as plataformas, repentinamente transformando o chão sob os seus pés em uma parede sobre a qual é possível correr.
Você segue a mesma linha de montagem por toda a fase enquanto assiste aos edifícios sendo construídos em tempo real, escapa de tiros e joga os inimigos no fosso sob a fábrica.
O clímax da missão é uma batalha de arena que ocorre dentro da vila pré-fabricada construída, uma homenagem ao legado multijogador do Titanfall. A fase "Jornada ao Abismo" mostra do que se trata a campanha do Titanfall 2, revelando que é muito mais que um jogo de tiro linear típico.
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O Sinalizador
Uma das missões mais longas do Titanfall 2, "O Sinalizador" segue o conceito de linha de montagem da fase "Jornada ao Abismo" com duas ideias menores. Enquanto a fase "Jornada ao Abismo" enfatiza o ímpeto adiante, "O Sinalizador" foca-se na verticalidade.
Em meio a uma matriz de comunicação interestelar, a missão começa com o jogador descendo até as entranhas da fábrica para recuperar um dispositivo chamado de Arc Tool (Ferramenta de Arco), desviando-se de vários obstáculos eletrizados enquanto navega pela subestrutura da fábrica. Quando a bateria é recuperada, você sobe de volta à antena de comunicação principal para consertá-la.
Diferentemente da fase "Jornada ao Abismo", você não pode simplesmente seguir o caminho que aparece à sua frente; você precisa criá-lo por conta própria. A Ferramenta de Arco é mais que só um MacGuffin que você precisa recuperar. Ela é capaz de alimentar os sistemas elétricos à sua volta, permitindo que você acione chaves e ative plataformas remotamente. A segunda metade da fase combina isso com guindastes que podem ser manipulados para mover plataformas até a posição correta.
Posicionamento e cronometragem são cruciais na fase "O Sinalizador", principalmente no estágios finais, quando você precisa acionar plataformas enquanto voa.
A fase também serve como ambientação para alguns dos melhores combates de pilotos do jogo. O ambiente ao ar livre ao redor da antena de comunicação permite que você use velocidade e acrobacias à vontade em benefício próprio. Não é a missão mais impressionante do Titanfall 2, mas é uma das mais profundamente satisfatórias.

A Arca
"A Arca" é um título condizente com uma missão que se trata inteiramente de embarcações. Se bem que Noé teria conseguido levar muito mais animais em um dos cruzeiros de batalha colossais do Titanfall 2. Na fase "A Arca", uma armada montada de fuzileiros navais aliados persegue uma frota de mercenários para impedir que ativem um dispositivo chamado de Arma Quântica, alimentada por um objeto misterioso, a Arca que dá nome à fase.
As duas frotas são o principal gancho da fase "A Arca". À medida que você e o BT tentam acompanhar a embarcação principal dos mercenários, você precisa lugar tanto dentro quanto fora dos navios montados para atingir o objetivo.
O destaque da missão envolve remover uma bateria de armas ao longo do exterior de uma fragata dos mercenários e, em seguida, juntar-se ao time de fuzileiros navais para batalhar no hangar principal do navio, culminando na batalha de Titãs no teto da fragata.
A fase "A Arca" é uma das mais curtas do Titanfall 2, mas facilmente é uma das mais espetaculares.

A Arma Quântica
A missão que leva ao clímax do Titanfall 2 deixa claro que os eventos estão se aproximando de uma conclusão, mas, em vez de desacelerar o ritmo, ela fornece as ferramentas necessárias para chegar ao fim da forma mais eficiente possível.
Na primeira metade da missão, Cooper, sozinho e consideravelmente excedido em números, precisa atirar em grandes grupos de inimigos com a Smart Pistol (Pistola Inteligente) com mira automática enquanto corre pelas paredes do complexo subterrâneo da fase "Arma Quântica
". A segunda metade muda para um combate de Titãs, fornecendo-lhe uma miniarma enorme que mira de forma inteligente nos pontos fracos do Titã.
A fase inteira exige um ímpeto gradual, acelerando o ritmo e a pressão da ação para proporcionar um final intenso e emocionante. A desenvolvedora Respawn Entertainment sabe que você se esforçou para chegar aqui e quer que você possa curtir os fogos de artifício. Porém, mesmo no fim, o Titanfall 2 lança novas ideias como Leonardo da Vinci depois da segunda garrafa de vinho.

Causa e Efeito
O tempo é tanto uma ferramenta quanto um brinquedo na missão central do Titanfall 2, na qual Cooper e BT descobrem um centro de pesquisa em transição entre dois pontos diferentes de sua história. No presente, o complexo fica no meio de ruínas fumegantes, coberto de flora alienígena no exterior, com o interior ainda em chamas após uma catástrofe recente. No passado, as salas e corredores eram extremamente limpos, cheios de cientistas estudando o objeto responsável pela tormenta temporal, a Arca mencionada acima.
No início, a fase "Causa e Efeito" coloca você contra as mudanças temporais abruptas da instalação, forçando a cronometragem dos movimentos para evitar que as mudanças repentinas entre ambientes peguem você. No entanto, logo depois disso, você se depara com um dispositivo que coloca esse poder diretamente nas suas mãos, permitindo que você viaje entre as duas linhas do tempo por meio de um simples botão.
O restante da missão dedica-se a explorar o poder tremendo desse dispositivo e o perigo que o acompanha. Viajar no tempo deixa o jogador praticamente onipotente nos combates, permitindo que suma sempre que estiver na mira de um inimigo e reapareça atrás dele para derrotá-lo.
Porém, segurança em uma linha do tempo não garante segurança na outra. Um piso encerado e brilhante no passado pode ter entrado em colapso no presente, abrindo um fosso em chamas no qual você pode cair. Da mesma forma, um laboratório em ruínas no presente pode estar cheio de soldados no passado, e você sem querer cai no meio de uma briga.
É compreensível que a fase Causa e Efeito seja citada muitas vezes como o auge da campanha do Titanfall 2, valendo a pena jogar o jogo inteiro só para ter a experiência de batalhar enquanto viaja no tempo. No entanto, a missão é só o cume de uma cadeia montanhosa, não um pico solitário, sendo uma forma genial de atingir o clímax do Titanfall 2 e manter esse ímpeto até a conclusão dramática.
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