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Jogámos na pele de um robô reanimado, encarregado de salvar a humanidade, em The Last Caretaker

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Alan Wen
27 de ago. de 2025
Serão as máquinas a resposta aos problemas da humanidade, ou levarão à nossa desgraça? É um debate particularmente controverso nos dias que correm, mas The Last Caretaker adota uma perspetiva mais esperançosa num futuro em que o mundo se transformou num vasto oceano e um robô é a chave para salvaguardar o futuro da humanidade nas estrelas.

No entanto, para a minha sessão prática na Gamescom, o que mais me interessava era jogar na pele deste cuidador robótico reanimado, e fiquei encantado com a fisicalidade da exploração desta estação abandonada, abrindo portas, agarrando e atirando uma cadeira, e depois deparando-me com outra sala onde estava outro robô, completamente sem vida e evidentemente sem energia. Não estou completamente sozinho, pois uma voz incorpórea também me guia e dá instruções para reconectar a energia e trazer a estação de volta à vida.

Isso inclui o meu cuidador, que não tem apenas uma barra de saúde, mas também um medidor de eletricidade, que se esgota com cada ação executada. Felizmente, encontro uma estação de carregamento e é só puxar a alavanca para ligar a energia antes de pegar num cabo elétrico azul e prendê-lo ao meu peito. Encontrei também uma estação semelhante que repõe a minha saúde da mesma forma, bem como outra para guardar o meu progresso.

Depois de totalmente restaurado, é altura de subir num elevador e descobrir que estou dentro de um hangar de ancoragem com um barco que será uma parte fundamental da minha viagem. Este é um futuro no qual uma catástrofe climática transformou o planeta num mundo oceânico, pelo que é essencial ser capaz de navegar para alcançar as estruturas que permanecem acima do nível da água. Apenas preciso de restaurar a energia no resto do hangar para poder abrir a doca e deixar o barco pronto para navegar.

É aqui que a primeira de muitas ferramentas se torna útil. Há um número assustador de habilidades para desbloquear à medida que sobes de nível, mas uma ferramenta muito importante que desbloqueio logo no início é a ferramenta de desmontagem. The Last Caretaker possui um sistema de fabrico profundo no qual terás de reunir um certo número de materiais para fabricar um objeto; no entanto, não te limitarás a apanhar aleatoriamente metal, ferro ou tecido. Ao usar a ferramenta de desmontagem, posso aproximar-me de qualquer objeto e ver de que tipo de materiais é composto e, de seguida, usar a ferramenta para o desmontar e recolher os recursos. Assim que encontro outro robô cuidador, caído e imóvel numa conduta de ventilação, fico um pouco triste por saber que também podem ser desmantelados, mas consola-me o facto de os seus materiais contribuírem para a minha missão de restaurar a humanidade.
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Com os materiais necessários, consigo utilizar uma ferramenta de reparação para consertar outra estação de carregamento antes de ligá-la a uma fonte de alimentação para restaurar a energia da doca. Acontece apenas um pequeno lapso, pois, sem querer, ligo este cabo a mim, o que significa que a doca está a consumir a minha eletricidade, pelo que rapidamente o desconecto e levo o cabo para outra estação de energia. Todavia, ilustra como tudo tem uma lógica de funcionamento no jogo. Nada é fingido e tudo pode ser acedido e tem uma função. À medida que exploras o mundo, será até possível criar as tuas próprias estações de carregamento para que possas explorar em segurança uma área remota sem te preocupares em ficar sem energia. Poderás até chegar a um ponto onde irás precisar de um emaranhado de cabos para poder circular!

Mas embora este mundo seja aparentemente desprovido de humanidade, não está isento de ameaças, tanto orgânicas como de outros sistemas mecânicos, embora estes últimos também tenham adquirido uma espécie de vida própria, semelhante às máquinas em Horizon Zero Dawn que vagueiam como animais selvagens. Por outras palavras, os inimigos que encontras não são ativamente hostis, mas comportam-se como organismos de um ecossistema, possivelmente ameaçados pela tua presença ou desejando a fonte de eletricidade do teu cuidador.
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Mesmo assim, isto significa que tenho de estar preparado para tais encontros. De seguida, os criadores do estúdio Channel37 colocaram-me num ponto mais avançado do jogo, onde tenho uma espingarda de pulso, que também é alimentada através da ligação à fonte de alimentação do meu Cuidador. Um par de tiros é suficiente para rebentar com alguns tentáculos agarrados à parte lateral da estação, mas as massas orgânicas maiores e mais viscosas e também o que parecem ser enxames de vespas, que ocupam o telhado, requerem um maior poder de fogo, pelo que uma explosão carregada é mais eficaz. Dependendo dos tipos de inimigos que enfrentas, há armas diferentes que são mais eficazes do que outras, como as armas elétricas contra outras máquinas.

A missão principal do jogo de salvar a humanidade é, no entanto, algo mais difícil de mostrar numa curta demonstração. Felizmente, isso não impede o diretor criativo, Antti Ilvessuo, de tentar colocar-me num modo de debug de desenvolvimento para demonstrar o processo de criação de uma nova vida humana numa questão de minutos, que pode levar pelo menos dez horas de jogo numa primeira vez.

Resumindo, uma vez que o planeta já não é habitável para os seres humanos, a humanidade foi para as estrelas, porém não é capaz de se reproduzir lá em cima. Cabe então ao cuidador povoar a nova colónia espacial humana, recuperando sementes humanas e alimentando-as através do “Lazarus Complex”. Essencialmente, estás a fazer crescer um ser humano desde a semente até ao ser humano adulto, mas isso também requer tempo e recursos, como água potável, eletricidade e comida, que terás de cultivar ao longo do tempo. Além disso, como estás a criar seres humanos adultos, também precisas de lhes dar memórias, e é por isso que a acumulação de objetos como brinquedos, livros e fotografias também é importante, moldando as futuras personalidades destes seres, apesar do jogo não se tratar estritamente de uma simulação de colónia.
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De qualquer forma, isto culmina no lançamento das tuas criações humanas para o espaço, para que possam juntar-se à sua colónia. Tudo isto passa por restaurar a infraestrutura de descolagem e assegurares-te de que tens os códigos de lançamento, o combustível, e os sistemas de orientação necessários. Mas a sequência de lançamento é tão gratificante quanto a experiência do Centro de Controlo de Lançamento da NASA, desde a emocionante contagem decrescente até ao momento em que se observa a trajetória curva do foguetão rumo à órbita. É difícil imaginar uma recompensa mais gratificante para ilustrar como poderás salva a humanidade, uma semente humana de cada vez.

The Last Caretaker será lançado em acesso antecipado em breve na Epic Games Store, e já podes adicioná-lo à tua lista de desejos.
Banner do Gamescom com logótipo