
Once Human incorpora a quantidade certa de esquisitice lovecraftiana ao sandbox pós-apocalíptico

Once Human tem tantas mecânicas e recursos diferentes que é um desafio enorme decidir o que abordar primeiro. O título de estreia da desenvolvedora Starry Studio, Once Human, tem uma premissa pós-apocalíptica bem simples. Não demora muito para que as coisas tomem um rumo inesperado, alterando o que a maioria de nós espera quando ouvimos as palavras "multijogador", "mundo aberto" e "sobrevivência".
Durante minha experiência prática com Once Human no Summer Game Fest, pude conhecer tudo o que o jogo oferece. É certo que eu só joguei um tiquinho do que está reservado para os jogadores no lançamento completo. A jogabilidade de momento a momento foi satisfatória e não muito intimidadora. As armas dão a sensação adequada de força e impacto. Once Human não depende de inimigos pesadões para adicionar desafios aleatórios — bom, desde que você esteja encarando inimigos com o mesmo nível e experiência do seu personagem.
Por falar nisso, os inimigos de Once Human estão entre seus aspectos mais bizarros. Eles me surpreenderam quando comecei minha sessão de jogo. Enquanto outros gêneros tradicionais costumam colocar você contra facções humanas rivais ou mortos-vivos, a Starry Studio seguiu uma direção diferente. Em sua visão de um mundo pós-apocalíptico, uma forma misteriosa de energia chamada Stardust se espalhou pelo planeta, infectando e dando vida ao que, de outra forma, seria mundano e esquecível.

Essas criaturas medonhas, chamadas de Deviants, começam de maneira bem simples. Demorou só uns minutinhos para que eu encontrasse monstros humanoides com holofotes em vez de cabeças, capazes de cegar e congelar você no lugar com uma explosão que vem de seus feixes de luz. Um verdeiro horror. Pouco depois, fui orientado a pegar alguns itens em frente a um painel eletrônico próximo, mas fui emboscado por um Deviant gigantesco que saltou da tela. Para encerrar a demo de terror, um representante da publicadora NetEase pediu que eu me aproximasse de um grande trecho de estrada. Não muito tempo depois, um enorme ônibus com seis patas (que, como descobri mais tarde, é conhecido como Monster Bus) desceu a rua, lembrando de imediato a imagem do amado Catbus de Meu Amigo Totoro e a dimensão paralela distorcida de Stranger Things, o Mundo Invertido. Felizmente, esse Deviant específico não ataca ativamente o jogador e, se esperar até ele ficar mais perto do chão, você poderá até subir no ônibus e viajar pelo mundo em grande estilo.
Essas abominações inspiradas em Lovecraft podem parecer um simples artifício à primeira vista, mas há uma inegável mescla de admiração, empolgação e ansiedade ao encontrar um novo Deviant ou ao virar a esquina e se ver encurralado por um enxame de Lantern Heads (esse é o meu nome não oficial para os híbridos de holofotes/humanos). Tá na cara que a Starry Studio adora essa estranha combinação do monstruoso e do mundano, a ponto de incorporar os Deviants aos sistemas de progressão que impulsionam a sobrevivência e o combate de Once Human.
Ao explorar o ambiente apocalíptico e derrotar os Deviants, você acumulará lentamente uma coleção de Deviations — objetos inanimados que ganharam vida. Até o momento, é possível procurar algumas dezenas de Deviations, e cada um deles tem habilidades especiais exclusivas que podem ser aproveitadas pelos jogadores. Alguns se concentram na aquisição de recursos (como agricultura e mineração) e na defesa de sua base de operações, enquanto outros podem ajudar no combate lutando ao seu lado ou fornecendo bônus. Durante a demo, usei o Festering Gel, um adorável brinquedo de bolha consciente que fornece cobertura temporária na batalha.
Um dos meus medos era que Once Human se transformasse em uma experiência do tipo "pagar para ganhar", com um grinding desnecessário, devido à grande quantidade de armas a serem coletadas, Deviations a serem rastreados e árvores de habilidades a serem dominadas. Felizmente, não parece ser esse o caso. Durante a sessão prática, o chefe de operações no exterior da NetEase, Derek Qiu, confirmou que, apesar de ser um título gratuito, Once Human não contará com nenhuma mecânica de "pagar para ganhar". Em vez disso, a equipe planeja gerar receita por meio de cosméticos e conteúdo periódico.
"O mapa [do jogo] está repleto de eventos públicos", explicou Derek, ressaltando que um único servidor pode hospedar cerca de 4.000 jogadores. "Temos lutas contra chefes, masmorras, missões secundárias e histórias principais. Estamos trabalhando duro para fornecer conteúdo suficiente para os jogadores desfrutarem."
Com modos separados de JxJ e JxA e a promessa de conteúdo frequente, Once Human está em uma posição privilegiada para absorver horas e horas do seu tempo quando for lançado em 9 de julho.
Você já pode adicionar Once Human à sua Lista de Desejos na Epic Games Store.