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The Expanse: Osiris Reborn traz a nostalgia de Mass Effect apoiada por uma obra de ficção inesquecível
C
Charlie Wacholz
Por mais que eu ame ficção científica que me faz viajar sem questionar, também é fascinante quando tudo tem uma explicação ou conexão com algo teoricamente plausível. O universo de The Expanse sempre foi assim nos livros e na série, mas essa abordagem mais fundamentada da ficção científica muitas vezes não se traduz bem para os jogos. O hiper-realismo e a simulação imersiva funcionam muito bem para recriar cidades e batalhas históricas ou entregar gráficos superdetalhados, mas muitas vezes deixam a desejar no combate, movimentação ou exploração. E quanto mais fundo um jogo mergulha na ficção, mais complicado fica transformar esse realismo extremo em algo divertido em um jogo de tiro. Durante uma demo sem interação de uma hora, a Owlcat Games demonstrou segurança ao dosar isso bem em The Expanse: Osiris Reborn.
Seguindo um protagonista criado pelo jogador e o irmão gêmeo dele, a demo começa após um desastre mortal e misterioso. O personagem do jogador e o irmão gêmeo, J, fugiram a bordo de uma nave roubada. Vinda de uma frota corporativa pertencente à Protogen, uma empresa de moral questionável e motivos ocultos, cedo ou tarde a confusão iria bater na porta dos gêmeos. Mas antes que a ação chegasse à nave, até então tranquila, a dupla passou um tempo conversando com a tripulação, incluindo um operador nascido em uma colônia de asteroides. O personagem era magro por causa da falta de gravidade e falava baixinho devido ao amplo uso de língua de sinais nas colônias do cinturão, e a árvore de diálogos dele me preocupou por um momento. Não por ser mal escrita ou parecer artificial, mas porque achei que a demo inteira estaria repleta de personagens tão reservados quanto ele, refletindo estereótipos bem negativos que costumam assombrar a ficção científica mais hardcore. Logo percebi que eu estava errado, graças ao elenco vibrante da nave, incluindo um comerciante tagarela e um chef atencioso (que vivia mudando os pratos). Cada um deles tinha um número surpreendente de opções de diálogo, e a parte de cada árvore que vi revelou um cuidado em criar personalidades e identidades próprias que fugiam dos clichês de ficção científica comuns nesse tipo de jogo.
Mas não demorou para a Protogen alcançar a tripulação. Quando o sistema de comunicações da nave é hackeado, transmitindo um ultimato que basicamente dizia: "Entreguem os ladrões ou paguem o preço", vi a primeira escolha narrativa da seção. Com as opções de tentar convencer nosso comandante a ordenar que a estação se armasse ou basicamente bancar os desentendidos para resolver por conta própria, o outro jornalista na demo e eu concordamos com a segunda opção, visando salvar a tripulação de um perigo inevitável, e escapamos do escritório do chefe por um duto de ventilação. Mas as coisas acabam não dando muito certo.

Pouco depois, os heróis estão fugindo de tiros. Fazendo de tudo para limpar os nossos nomes, basicamente trocando a "placa" da nave roubada, algumas coisas atrapalharam a nossa vida: tivemos que usar coberturas para desviar das balas em situações marcantes, incluindo jogar inimigos para fora do casco da nave, além de trechos furtivos pelos dormitórios e quebra-cabeças ambientais mais simples. Isso tudo era às vezes intercalado por cenas e momentos roteirizados, como itens adicionais ou caminhos que mostravam as consequências da nossa escolha, com os desenvolvedores destacando o que poderia ter acontecido se tivéssemos tentado convocar a tripulação da nave para o combate ou seguido outra rota para concluir a missão.
Ao longo do caminho, o protagonista dava ordens ao gêmeo, fazendo ele derrubar pontos fracos no mapa ou destruir coberturas com uma granada incendiária. Mas essa não era a única ajuda que ele tinha. Na verdade, a tripulação pode nos ajudar até fora das missões. No nosso caso, eles ativaram as torretas externas da nave para ajudar com a ameaça interna. Mais uma vez, mantendo-se fiel às regras realistas do universo, a rápida perda de pressão afetou o campo de batalha por um momento, até o casco da nave ser selado. O gêmeo ainda opinava em algumas pequenas decisões ligadas ao ritmo e à rota da missão, mas nem sempre conseguia ajudar diretamente no combate. Acho que essa é uma forma interessante de equilibrar um sistema de companheiro ao estilo Mass Effect sem tirar, ao menos, a oportunidade de um personagem nos cativar.
O combate controlado pelo jogador pareceu razoavelmente divertido, com armas causando o dano esperado e um bom impacto sonoro, embora o sistema de cobertura não tenha mostrado grandes novidades.

O trecho que vi realmente lembra muito (merecidamente) a obra-prima da BioWare. E, no geral, o jogo sustenta bem essas semelhanças. Embora eu não tenha visto grandes desvios da fórmula tradicional, fora pequenas alterações como o sistema de companheiro remoto e ambientes mais dinâmicos, junto de versões atualizadas de conceitos já familiares, a verdadeira força está na história. Não pude ter uma ideia clara de como a trama vai se desenrolar, mas a amostra dos personagens e dos diálogos que tive já me passou confiança.
Você já pode adicionar The Expanse: Osiris Reborn à sua Lista de Desejos na Epic Games Store.