
The Evil Within 2 pega todas as melhores ideias do original e as leva mais além

Quando o diretor de Resident Evil, Shinji Mikami, fundou a Tango Gameworks, os fãs de terror aguardaram ansiosos pelo primeiro título do estúdio. O que ganhamos com isso foi The Evil Within, um jogo de terror de sobrevivência com uma leva de ideias interessantes. Foi uma jornada linear e visualmente atrativa em meio a um hospital psiquiátrico que também contava com áreas mais abertas, encorajando os jogadores a explorar e procurar por armas e itens.
Alguns anos depois, a Tango lançou The Evil Within 2, que não somente fez uso de truques perspicazes para se mostrar como uma experiência totalmente nova como também passou a ideia de ser a versão do jogo que eles queriam fazer desde o princípio.
Você não precisa jogar o primeiro jogo para se aventurar no segundo. Alguns elementos não fazem muito sentido no começo, como por exemplo quando nosso herói Sebastian Castellanos viaja de modo psíquico até um hospital psiquiátrico sobrenatural para obter aprimoramentos, mas qualquer confusão fica fácil de se ignorar depois que você pega o jeito. A filha de Sebastian está sendo mantida prisioneira em uma instalação secreta como forma de sustentar uma simulação repleta de pessoas que mal sabem que estão em uma. Entretanto, sua filha desapareceu lá dentro, por isso você tem que ir a fundo para descobrir o que aconteceu.

O enredo parece absurdo, e de fato é. Quem está voltando a jogar já conhecerá o STEM, uma máquina capaz de criar novas realidades na forma de simulações. Isso criou o hospital psiquiátrico do primeiro jogo, porém a tecnologia foi explorada mais ainda na sequência. Se o STEM consegue criar simulações, isso significa que os desenvolvedores podem fazer praticamente qualquer coisa com os jogadores dentro delas. Esse dispositivo de narrativa permitiu que eles criassem Union, uma cidade pacata inspirada nos subúrbios americanos dos anos 50, como um local completamente novo para os jogadores explorarem. Embora existam similaridades com o primeiro jogo, ainda mais quando se trata dos monstros que você encontra, há muito mais para se descobrir quanto a localizações, jogabilidade e regras da simulação.
E já que esta é uma realidade diferente, isso permite que a Tango realize vários ajustes sem precisar revisar o primeiro jogo por completo. A combinação de jogabilidade furtiva e coleta de itens funciona muito melhor em The Evil Within 2, e isso se deve em parte pela Union ter uma ambientação mais aberta. A maior parte de The Evil Within 2 acontece dentro das fronteiras da cidade, passando a impressão de que tudo flui melhor. Além disso, existem diversas missões secundárias que você pode fazer em qualquer ordem, encorajando a exploração. Eu passei algumas horas em um capítulo apenas vagando de uma construção para outra, cheia de alegria com o que encontrava, fosse um elemento interessante da história, um monstro ou uma arma maneira.
A história está tão boba quanto a do original, e o combate ainda possui suas peculiaridades, mas The Evil Within 2 é um jogo de terror bem mais otimizado e eficiente em quase todos os aspectos. Manter a ação fixa em um local onde tudo pode acontecer enquanto também a abre para outros encontros é apenas o início do que a Tango fez para levar a franquia adiante. The Evil Within 2 é o conceito inicial de Mikami sendo enfim concretizado por completo.