
Guia do Timberborn: como salvar o mundo apenas com castores

O Timberborn, um jogo de construção de cidades no qual você controla uma colônia de castores empreendedores, nem sempre teve um objetivo final claro. Nas versões de acesso antecipado, você só tinha que sobreviver e prosperar até ficar contente com o seu império anfíbio.
Porém, agora, esses castores podem salvar o mundo, e o nosso guia do Timberborn explicará como fazer isso.
Talvez você perceba logo de cara que o Timberborn se passa em um mundo onde os humanos sumiram, deixando para trás ruínas de arranha-céus e uma grande devastação ecológica. Supõe-se que, depois disso, os castores evoluíram e tornaram-se a nova espécie dominante — e herdaram um trabalho gigantesco, na forma de um planeta seco e altamente poluído.

Por sorte, os castores são ótimos engenheiros, e, graças ao sistema de modelagem fluida do Timberborn, o território árido pode ser transformado em um paraíso verdejante. E se fosse possível fazer ainda mais que isso? É aí que entram os monumentos — principalmente o último e o maior de todos, o "Earth Recultivator" (recultivador de terra). Esse bulbo artificial gigantesco espalha sementes por todos os territórios, além de desbloquear a capacidade de recomeçar no mapa atual e mudar a localização do seu primeiro povoado. (Normalmente, essa localização é fixa.)
Esse é o objetivo final de todo o trabalho feito durante uma sessão de jogo — mas com certeza não será fácil de atingir!
Como construir um povoado sustentável
Antes de sequer pensar em salvar o mundo, você precisa se salvar. Os castores precisam de um suprimento sustentável de lenha, comida e água. E não basta simplesmente estocar os mantimentos depois que você passar de um determinado tamanho. Dois tipos de desastre assolarão o seu povoado periodicamente: as secas, que fazem com que todas as fontes de água no mapa sequem temporariamente, e as "marés ruins", que são ainda piores, pois fazem com que todas as fontes de água fiquem temporariamente tóxicas.
Como a sua lavoura precisará de irrigação constante, mesmo durante as secas, você terá que construir barragens e reservatórios capazes de armazenar um volume suficiente de água para sobreviver à temporada de seca. Já nas marés ruins, você terá que criar um sistema de comportas e bloqueios capazes de redirecionar a água tóxica com segurança para longe das suas reservas de água limpa. Elas são meio parecidas com as secas, no sentido de que, enquanto estiverem ocorrendo, você não conseguirá obter uma nova fonte de água limpa, e por isso é melhor contar com uma boa quantidade armazenada.

Poderíamos escrever um guia só sobre como dominar a hidrologia no Timberborn, mas lembre-se de que a água sempre segue a gravidade e preenche qualquer bacia até a altura da borda mais baixa. No caso da água tóxica, ela precisará ser redirecionada até um local de onde possa fluir naturalmente para fora do mapa. Você não pode simplesmente bloquear todas as fontes de água, pois elas acabariam transbordando e poluindo tudo. Toda essa toxicidade precisa de um destino.
Não se preocupe muito se não conseguir acertar de primeira. Há várias pequenas nuances da física de fluidos que você aprenderá por meio de experimentos, e pode ser que alguns castores morram de sede ou contaminação nesse processo.
Como desbloquear e construir o recultivador de terra
Para começar, o recultivador de terra custa 20 mil pontos de ciência, sendo a tecnologia mais cara que você pode desbloquear. A construção de ciência mais eficiente, o "Observatory" (observatório), produz cerca de 13 pontos de ciência por hora e precisa de energia constante de um moinho de água ou de vento. Então, com apenas um observatório em funcionamento 20 horas por dia — os castores também precisam dormir em algum momento — levaria mais de 75 dias do jogo para desbloquear o recultivador, sem levar em conta os outros pré-requisitos. É um tempo longo; por isso, é melhor construir vários observatórios.
Além do custo elevado de pontos de ciência, o recultivador também é a estrutura mais cara em termos de matéria-prima. Você precisará de 2 mil engrenagens, que são feitas de tábuas, que, por sua vez, são feitas de lenha. Então, você precisará de 2 mil tábuas tratadas, que são feitas de tábuas revestidas de resina coletada de pinheiros. Cada um desses elementos precisa de sua própria oficina, o que exige energia. Por fim, você precisará de 1.500 blocos de metal, que você encontra ao vasculhar as ruínas humanas sombrias em busca de sucatas e, em seguida, derrete em uma fundição. Isso também exige energia. Posteriormente, você poderá desbloquear as minas para acelerar um pouco essa última parte.

Você também precisará de uma quantidade enorme de armazenamento para fazer isso tudo. Como referência, a maior área de armazenamento subterrânea tem capacidade para mil unidades de qualquer material. Não é necessário juntar todos os materiais antes de começar a construir o recultivador de terra, uma vez que os seus transportadores entregarão tudo ao canteiro de obras conforme necessário — mas, mesmo assim, é muita coisa, e você também precisará desses mesmos materiais para outras tarefas essenciais; portanto, prepare-se.
Tudo isso requer uma população. Eu construí o meu primeiro recultivador de terra com cerca de 70 castores, o que, sinceramente, pareceu uma quantidade meio baixa. No entanto, quanto mais a sua população cresce, mais cuidado você precisará tomar com a comida e a água — principalmente durante uma seca ou maré ruim. Então, vá com calma para não se perder.
O fim da jornada
Por fim, depois de um longo processo de construção (que pode ser acelerado com mais cabanas de construtores), assistas às sementes voando enquanto você renova a terra e proporciona a todos os castores que estiverem por perto um grande reforço de felicidade. Esse não precisa ser o fim do seu povoado. Teoricamente, você pode continuar jogando para sempre. Porém, quando atingir este ponto, você terá concluído a tarefa mais difícil que o Timberborn oferece até o momento. Para quem queria um "grande finale", é isso!
O Timberborn já está disponível na Epic Games Store.