
Comemore os 25 anos de Total War com jogos de estratégia clássicos na Epic Games Store

Em junho de 2000, um pequeno estúdio na Inglaterra decidiu arriscar. Nos anos anteriores, a empresa Creative Assembly desenvolveu jogos de esportes publicados pela Electronic Arts, incluindo EA Sports Rugby, AFL 98 e AFL 99, e até FIFA International Soccer. Mas naquele fatídico ano, o estúdio embarcou em uma jornada que mudaria o cenário dos jogos de estratégia para sempre.
Dos scrums para lutas com espadas, dos uniformes para as armaduras, dos campos de esportes para os campos de batalha, a Creative Assembly deu o pontapé inicial na franquia Total War com Shogun: Total War. Ambientado na era Sengoku, Shogun: Total War distribuiu seu cenário histórico único em duas camadas separadas: uma grande campanha de estratégia sandbox em um mapa-múndi enorme e mais focado em batalhas em tempo real em que os seus exércitos enfrentavam muitos inimigos. Essa combinação se tornou uma espécie de "fórmula mágica", segundo o diretor de jogos, Pawel Wojs, em uma entrevista recente com o Inverse.com.
O equilíbrio entre essas duas metades se tronou um pilar no desenvolvimento de jogos desde então, e a Creative Assembly continuou lançando diversos jogos de Total War nos anos seguintes. Agora, enquanto Total War comemora seu 25º aniversário, vamos dar uma olhada no quão longe a série chegou. Dos campos da Itália e Anatólia às dunas do Cartago e Egito, passando das terras fluviais da China e pelos recantos escondidos do Subterrâneo (Under-Empire), você também pode reviver as grandes batalhas das diferentes eras com esses jogos de Total War disponíveis na Epic Games Store.

Total War: Rome II
Lançado originalmente em 2013, Total War: Rome II certamente foi maior e mais ousado do que seu antecessor, lançado em 2004. O jogo conta com as famílias nobres dos Julii, Junii, e Cornelii disputando o controle da república. Ameaças também aparecem no horizonte, pois os iceni, cartagineses (Carthaginians), partas (Parthians), selêucidas (Seleucids), e egípcios (Egyptians) estavam doidos para expandir. E sim, você também pode jogar como Ponto (Pontus).
Total War: Rome II também expandiu com pacotes de campanha e DLCs relacionados a conflitos pontuais específicos do período histórico. Por exemplo, Caesar in Gaul foca na conquista das tribos gaulesas por Júlio César, enquanto Hannibal at the Gates permite a você jogar como o general cartaginês deixou Roma de joelhos.
Outros grandes DLCs oferecem experiências históricas perfeitas. Rise of the Republic se passa nos primeiros dias de Roma, quando o povo desprezava o governo dos reis. Já Empire Divided foca na Crise do Terceiro Século, quando o controle do império foi destruído e causou a separação dos territórios de Gália e Palmira.

Total War: Attila
Falando em impérios caídos, Total War: Attila é essencialmente a continuação da saga de Roma da série. Lançado originalmente em 2015, Total War: Attila é amplamente considerado um dos jogos Total War mais difíceis, principalmente devido à ambientação do jogo: 395 d.C., um período no qual o Império romano estava divido em Ocidental e Oriental. Ambos os domínios, muito enfraquecidos pela corrupção, decadência e insatisfação civil, haviam se tornado ambientes perfeitos para serem conquistados, pois os impérios dos vândalos (Vandals), visigodos (Visigoths), saxões (Saxons) e sassânidas (Sassanid) queriam tomar novas terras.
Ainda assim, o grande astro é o personagem que dá nome ao jogo, Átila, que lidera as incontáveis hordas hunas. Os hunos (Huns), assim como os hunos brancos (White Huns), são facções nômades únicas por não conseguirem estabelecer territórios. As mecânicas de destruição (queima de assentamentos, similar à tática de terra arrasada) se tornaram uma alternativa estratégica viável em Total War: Attila. É extremamente difícil de defender todos os territórios como o Império Romano Ocidental, por exemplo, mas você pode ter uma chance se você abandonar as áreas mais afastadas e consolidar suas forças.
Total War: Attila também contou com o lançamento de dois DLCs de pacotes de campanha. The Last Roman mostrou a genialidade tática de Belisário, que tentou retomar os domínios ocidentais. Age of Charlemagne, por sua vez, avançou o período para a Idade Média, quando o rei dos francos almejava derrotar seus inimigos na Lombardia e na Ibéria.

Trilogia Total War: Warhammer
Total War: Warhammer certamente foi uma grande surpresa quando lançou em 2016. Apenas um ano antes, a Games Workshop obliterou o cenário de Warhammer Fantasy Battle, substituindo-o por Age of Sigmar. Não é preciso dizer que a incursão da Creative Assembly a um universo fantástico foi recebida por jogadores de longa data como uma extensão do hobby.
A trilogia contou eventualmente com o lançamento de Total War: Warhammer II (2017) e Total War: Warhammer III (2022). Esses jogos-base e dezenas de DLCs acrescentaram facções e Senhores Lendários, personagens únicos com habilidades poderosas que ativam sozinho, um diferencial das unidades General que vinham com guarda-costas e séquitos. Até ouvimos dizer que esses jogos possuem ratos do tamanho de um homem, mas duvidamos da veracidade de rumores tão exagerados.
Total War: Warhammer III também trouxe o que os fãs apelidaram de "Impérios Imortais" um mapa de campanha gigantesco onde todas as facções e Senhores Lendários estão presentes. E aqui está a parte legal: Impérios Imortais já está disponível para quem possui um dos dois primeiros jogos, mesmo que ainda não tenham comprado Total War: Warhammer III.
Talvez o mais surpreendente foi a trilogia Total War: Warhammer provar que a "fórmula mágica" da série de estratégia em larga escala e batalhas em tempo real não se limitava apenas a períodos históricos. O conceito também funcionou perfeitamente em jogos nos quais magos dominam os ventos de magia (Winds of Magic) e feitiços voam em todas as direções.

Total War: Three Kingdoms
Total War: Three Kingdoms, lançado em 2019, ofereceu uma mistura perfeita entre fidelidade histórica e fantasia. O jogo em si é baseado no Sanguo Yanyi ou Romance dos Três Reinos, um romance considerado um dos pilares da literatura chinesa.
Ambientado durante o colapso da Dinastia Han, Total War: Three Kingdoms coloca você na pele de chefes de guerra rivais como o astuto Cao Cao e o benevolente Liu Bei, enquanto você recruta oficiais poderosos, enfrenta sequências de missões e tenta reunificar a China. À medida que você expande, você terá que considerar as relações entre os personagens, nomear oficiais para cargos ministeriais e na corte, e talvez, vencer alguns duelos no caminho.
O DLC expandiu ainda mais o cenário e os períodos críticos descritos, incluindo a Revolta dos Turbantes Amarelos e as batalhas entre Zhuge Liang de Shu-Han e o Rei Nanman, Meng Huo. Esses DLCs ainda permitem que você jogue como os vários líderes e chefes de guerra, dando a você um vislumbre de como suas facções progrediram desde o início até a sua vitória ou morte.
Outro recurso importante é a distinção entre dois modos de jogo: Romance e Histórico. O primeiro tem uma mistura de fantasia e ficção, com generais que podem devastar exércitos inimigos inteiros. O último é mais pé no chão, pois os generais não têm habilidades e são cercados por guarda-costas para ajudá-los a sobreviver.

A Total War Saga: Troy
A Total War Saga: Troy, lançado em 2020, segue a tendência da história e da lenda ganhando vida. A Guerra de Troia, um dos maiores conflitos da Idade do Bronze (como retratado na Ilíada de Homero), viu os gregos a bordo de mil navios enfrentarem as forças de defesa na Anatólia ocidental.
As batalhas em A Total War Saga: Troy envolvem predominantemente massas de infantaria que carregam diferentes tipos de armas, enquanto fundeiros e atiradores atacam pelos flancos. Carruagens, embora impressionantes, tendem a ser caras para colocar em campo, enquanto os cavaleiros são limitados a alguns líderes seletos.
Falando em líderes, generais como Aquiles, Odisseu, Heitor, Páris e outros podem travar duelos de forma semelhante a Total War: Three Kingdoms. Uma mecânica importante é Aristeia, em que um herói ganha reforços durante o combate, como se estivesse tendo seu "melhor momento" em batalha.
A Total War Saga: Troy também possui uma ênfase maior em religião por meio da mecânica de Vontade Divina, na qual você ganha bênçãos de deuses como Atena, Apolo ou Zeus. Ignore esses detalhes por sua conta e risco, pois seus olhares irados podem levar a eventos desastrosos.
Por fim, o DLC Mythos de A Total War Saga: Troy mergulha fundo nas lendas de outrora. Nele, você persegue e captura monstros colossais, incluindo o Grifo, a Hidra de Lerna, e até o próprio Cérbero.

Total War: Pharaoh
Total War: Pharaoh, que lançou em 2023, pode ser o mais recente entre o que a Creative Assembly tem a oferecer, mas também retrata um período histórico ainda mais distante, em que os Faraós competiam pela coroa, enquanto as calamidades levavam ao Colapso da Idade do Bronze.
Total War: Pharaoh conta com mecânicas dinâmicas relacionadas a legados, nas quais você escolhe tarefas de progressão adicionais baseadas nos governantes do passado. Também há posições na Corte Real, uma forma de ganhar vantagem sobre seus rivais por meio de intrigas e outras maquinações. Naturalmente, nem todo mundo ficará feliz com a sua ascensão, então esteja preparado para uma guerra civil mais cedo ou mais tarde.
Atualizações posteriores reforçaram significantemente os sistemas de jogabilidade de Total War: Pharaoh. Além dos líderes egípcios e hititas, você agora pode jogar como governantes da Mesopotâmia, bem como Agamenon de Micenas e Príamo de Troia. É claro que você poderia só aterrorizar os reis até a alma como um dos senhores invasores dos Povos do Mar.
Seja qual for a sua escolha, você vai se divertir bastante. Já se passaram 25 anos desde Shogun: Total War e a série ainda segue forte. A fórmula mágica, e a magia em si, ainda estão aqui.
Comemore os 25 anos da premiada série de estratégia com a promoção de aniversário do Total War! A promoção já está no ar e vai até 12 de dezembro de 2025, às 13h (BRT).